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Edgard Piccoli processará página apoiada por Bolsonaro após bate-boca

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Edgard Piccoli discutiu com Caio Coppolla no 'Morning Show' (Crédito: Reprodução)

Após um bate-boca ao vivo na rádio Jovem Pan, o apresentador Edgard Piccoli avisou que irá processar a página Isentões, apoiada publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro. A discussão ocorreu durante o programa ‘Morning Show’. Piccoli debateu com o comentarista Caio Coppolla sobre a declaração de Bolsonaro sobre o desaparecimento do pai do presidente da OAB, que foi morto durante a ditadura militar.

O perfil ‘Isentões’ apoiou Coppolla e criticou Piccoli, sugerindo que ele havia recebido verba federal em 2017. “Não vi o Edgard criticar com tanta frequência os presidentes anteriores. Ficou chateado por não receber mais a ‘boquinha’ do governo?”, escreveu no Twitter.

Piccoli rebateu dizendo que processará a página por calúnia e difamação. “Vocês acabaram de cometer um crime. Pagarão pelas regras legais. Tudo devidamente printado. Vale informar que a ação do Ministério da Saúde foi feita pela Jovem Pan no Morning Show e meu justo e merecido cachê foi uma fração que some frente ao valor aí editado no intuito do crime”, respondeu o apresentador.

Discussão: Piccoli x Coppolla

Edgard Piccoli fez duras críticas ao presidente da República, e também disse que o comentarista Caio Coppolla estava “relativizando” o discurso de Bolsonaro.

“É revoltante o que ele [Bolsonaro] diz e não dá para tentar relativizar. O que ele disse é muito ruim e não representa a nação como um todo. Ele é um presidente de todos. É a frase de um tirano, de um déspota, e não de um presidente da República”, afirmou o apresentador do ‘Morning Show’.

“Eu falei que o presidente tinha que aprender e você só enxerga a parte que você quer ver. O que eu falo é muito mais complexo do que uma frase de lacração, Edgar. Fica muito difícil quando eu tento falar e você, de forma autoritária, fica me interpelando”, disse Coppolla.

“É uma flagrante grosseria [o comentário de Bolsonaro], não um crime de responsabilidade”, completou Coppolla, definindo ainda o comentário do presidente como “displicente”.