Economia

Economistas veem inflação ainda mais longe da meta do BC neste ano

Crédito: VINCENT BOSSON

Economistas do mercado financeiro passaram a ver a inflação este ano ainda maior, distanciando cada vez mais da meta que o Banco Central (BC) deve cumprir e indicando que, pelo segundo ano consecutivo, haverá estouro.

A projeção do IPCA, o índice de inflação oficial, de 2022 avançou de 5,09% para 5,15%, segundo estimativas divulgadas ontem no Relatório Focus, pelo Banco Central. O objetivo a ser perseguido pelo BC este ano é de 3,50%, com tolerância de 2,0% a 5,0%.


Já a expectativa para o IPCA em 2023 foi mantida em 3,40%. Nesse caso, a projeção se encontra acima do centro da meta, de 3,25%, mas dentro do intervalo de tolerância (de 1,75% a 4,75%).

No comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) de dezembro, o BC atualizou suas projeções para a inflação com estimativas de 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. Na hipótese de a meta de inflação ser descumprida, o presidente do BC precisa enviar uma carta aberta ao ministro da Economia para se explicar. Na justificativa que deu para ter descumprido a meta de 2021, Roberto Campos Neto disse que a inflação faz parte de um processo global de aumento de preços.

Selic

Apesar do avanço na estimativa para inflação, os economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção de 11,75% para taxa Selic no fim de 2022 no Relatório de Mercado Focus. Após subir a Selic em 1,50 ponto porcentual, de 7,75% para 9,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou, no comunicado de dezembro, mais um aumento da mesma magnitude em fevereiro, o que levaria a taxa a 10,75%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.