Júlia Leão Foto Reprodução Desde as duas últimas décadas a moda acompanha o conceito de engajamento socioambiental. E as marcas brasileiras se destacam neste assunto. Na quarta-feira 31, durante a semana de moda em São Paulo ? SPFW ? a marca masculina Reserva lançou junto ao AfroReggae o selo AR (foto em destaque), uma marca para licenciamento de produtos, que vai gerar fundos para mais de 35 projetos de reinserção social. Os produtos, que chegam às prateleiras da Reserva em novembro, foram estampados pelo coletivo alemão Eboy, maior referência em pixel art do planeta. Mas antes dessa parceria outros nomes fortes da moda nacional já apostaram em coleções socioambientais: A Osklen há um tempo fortalece sua etiqueta com o projeto e-fabrics, que identifica tecidos e materiais desenvolvidos a partir de critérios ecologicamente corretos. Além do couro natural das roupas e sapatos, a marca, desde 2007 investe em acessórios Verdes ? Oskar Metsavaht apostou no couro de pescada amarela e tilápia e em peles de namorado e de salmão, peixes consumidos como alimentos e capturados de forma consciente, respeitando as leis ambientais. Alexandre Herchcovitch incluiu o EcoSimple em suas coleções. Um tecido feito 100% com matéria-prima reciclada e que é separado por cores por comunidades de baixa renda. Além disso, nesse processo a desfibragem (que consiste no ?rasgamento? dos tecidos”) não usa nenhum produto químico e ainda é fiado com ?15% de fibras de PET reciclado?. Ronaldo Fraga participa do projeto Pernambuco com Design. Além disso, trabalha com artesãs e rendeiras de baixa renda da Paraíba e de Minas Gerais. O algodão que utiliza em parte de suas produções também é orgânico. Iódice usa pele de pescada em bolsas e tucumã faz tingimento do couro com base vegetal. Além disso a marca adotou uma unidade de conservação no Amazonas, que receberá um real de doação por cada peça da marca vendida. A marca de beachwear Movimento faz parte do projeto Pernambuco com Design e já fez um trabalho social e ecológico com uma comunidade localizada à beira-mar em Recife. As mulheres de pescadores passaram seis meses treinando com Tininha da Fonte, estilista da marca. O resultado são peças feitas a partir do reaproveitamento de pele de peixe.