Epidemia de Ebola no Congo se intensifica e é maior já registrada

Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta aumento contínuo de casos e mortes no país africano

Epidemia de Ebola no Congo se intensifica e é maior já registrada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta nesta terça-feira, 3 de agosto, que a epidemia de Ebola no Congo “está se intensificando” na República Democrática do Congo. A agência destaca “transmissão sustentada e um aumento contínuo de casos e mortes”, com o surto sendo o maior já registrado no país, exigindo uma expansão substancial das ações de resposta.

O que aconteceu

  • A epidemia de Ebola no Congo, na República Democrática do Congo, é reconhecida pela OMS como o maior surto da doença já registrado no país.
  • Dados até 30 de julho indicam 3.605 casos confirmados, resultando em 1.587 mortes, com uma taxa de letalidade de 44%.
  • A doença se disseminou de uma zona restrita para cinco províncias: Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo.

De acordo com o mais recente balanço divulgado pela agência das Nações Unidas em 1º de agosto, o vírus Bundibugyo já é reconhecido como “o maior surto” da doença no país. Os 3.605 casos confirmados até o último 30 de julho, dos quais 1.587 resultaram em mortes, representam uma taxa de letalidade de 44%.

A epidemia, inicialmente restrita à zona de Mongbwalu, na província de Ituri, disseminou-se por cinco províncias (Ituri, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Haut-Uélé e Tshopo) nos últimos dois meses. A agência relata que, na última semana, houve o maior número semanal de casos (567) e de mortes (296) registrados até então.

Qual o impacto da rápida disseminação do Ebola?

Segundo a OMS, o aumento contínuo de contágios, a disseminação geográfica e a alta taxa de mortalidade demonstram “o ritmo excepcional de transmissão” e “a rápida evolução desta emergência de saúde pública”. Consequentemente, “é necessária uma expansão substancial das atividades de resposta para conter o avanço do surto”, reforçou a agência.

Em contraste, o Ministério da Saúde de Uganda declarou em 28 de julho o fim da epidemia de Ebola no país, após 42 dias sem novos casos confirmados de transmissão local. Ainda assim, a nação permanece sob risco de casos importados e da reintrodução do vírus vindo do vizinho Congo.

Da IstoÉ com ANSA