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É um milagre estar aqui, diz Cate Blanchett em Veneza

ROMA, 2 SET (ANSA) – “Estar aqui me parece um milagre”. Com essas palavras pronunciadas em perfeito italiano, a atriz australiana Cate Blanchett, presidente do júri do 77º Festival de Veneza, explicou seus sentimentos no dia de abertura da primeira entre as grandes mostras de cinema do mundo a acontecer após a eclosão da pandemia do novo coronavírus.   

Vencedora de dois prêmios no Oscar, a estrela preside o colegiado de sete personalidades responsável por entregar os prêmios do festival, incluindo o cobiçado Leão de Ouro.   

“Esse festival é um exemplo de resiliência, de capacidade, de vontade de reabrir, mesmo que, obviamente, de maneira segura.   

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Estou aqui hoje para prestar solidariedade aos cineastas, a quem quero aplaudir longamente”, disse Blanchett.   

A australiana passou os últimos meses em isolamento e, segundo suas próprias palavras, conversou apenas com suas galinhas e seus porcos. “É preciso arriscar, mesmo com o risco de fracassar. Estou convencida que o cinema ressurgirá mais forte do que antes”, acrescentou.   

Já presidente do júri de Cannes, a australiana afirmou que o Festival de Veneza será “especial”. “Tanto que meu marido, apesar de eventuais perigos, me disse: ‘Claro que você deve ir’, ainda que meus filhos pensassem de forma diferente”, declarou.   

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Abertura – Redimensionada e com menos luxo e aglomerações por causa da pandemia, a 77ª edição do Festival de Veneza começa nesta quarta-feira (2), com a exibição do filme “Laços”, adaptação de um romance homônimo de Domenico Starnone e dirigido por Daniele Luchetti.   

A cerimônia também reunirá os diretores de outros sete grandes festivais da Europa, incluindo Berlim e Cannes, para prestar solidariedade à indústria do cinema, que sofreu com paralisações devido ao coronavírus.   

“Se houve algo positivo no lockdown, é que nos permitiu falar bastante com alguns festivais, compartilhando informações e projetos”, declarou o diretor da Mostra de Veneza, Alberto Barbera, que negou as especulações sobre atritos com seu colega de Cannes, Thierry Frémaux.   

“Conheço-o há 20 anos, e nosso diálogo é contínuo”, disse. Já Frémaux ressaltou que é “belo” estar em Veneza, em uma rara reunião de diretores de grandes mostras. “Os festivais demonstram a importância e o valor do cinema durante crises. É algo belo e corajoso se um festival acontece em um momento de dificuldade.” Leão de Ouro – Ao todo, 18 filmes competirão pelo Leão de Ouro, sendo quatro italianos: “Le Sorelle Macaluso”, de Emma Dante; “Miss Marx”, de Susanna Nicchiarelli; “Padrenostro”, de Claudio Noce; e “Notturno”, de Gianfranco Rosi.   

Criticada em outras ocasiões pela falta de paridade de gênero, a Bienal de Veneza selecionou 18 produções dirigidas por 11 homens e oito mulheres (uma delas tem dois cineastas).   

O único filme brasileiro no festival é o documentário “Narciso em férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso na ditadura militar e que será exibido em uma seção paralela ao concurso principal.   

(ANSA).   

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