E aí, já descontou sua raiva em alguém ou espalhou alguma mentira nas redes hoje?

E aí, já descontou sua raiva em alguém ou espalhou alguma mentira nas redes hoje?

Babaca de internet é uma espécie nascida há pouco mais de 30 anos, e que ganhou extrema importância na vida atual, após o surgimento e a onipresença das redes sociais.

Essa espécie, que deveria se chamar subespécie, de tão inútil e cretina, é basicamente formada por gente, em maior ou menor grau, ignorante, rancorosa e insatisfeita com a vida.

Os babacas de internet estão mais interessados nas brigas que acontecem nas redes sociais do que com o lixo ou o buraco em frente às suas casas. Ou com qualquer problema real.

Para eles, é mais divertido tretar em grupos de WhatsApp do que, por exemplo, ler um livro e debater, com o mínimo de substância, acerca de qualquer questão oportuna.

Se alguém como eu, que escreve publicamente, apoiar, sei lá, um movimento que defende as crianças que são vítimas de violência sexual, será, em algum momento, atacado por isso.

Há uma legião desses babacas querendo apenas extravasar o ódio existencial, reprimido no mundo físico, utilizando o mundo virtual como arena de suas brigas idiotas.

LIBERDADE

A política e crendices populares têm papel relevante nesse estado caótico e medíocre, já que indutoras de toda sorte de pensamentos mesquinhos e nefastos, e de assédio e violência.

Comunidades científicas, acadêmicas, religiosas, filantrópicas e tantas outras se esforçam na construção de redes sociais de compartilhamento útil de conhecimento e ideias.

Já o homem médio, infelizmente, se agrupa em bolhas inúteis, que desagregam e corroem o tecido social, e servem como inimigos da coletividade e de quem busca conhecimento.

Não há liberdade absoluta no mundo físico. Não posso sair por aí ofendendo e discriminando gays, pretos e judeus. Tampouco posso usar de qualquer tipo de violência contra.

Não posso pregar, em praça pública, meus preconceitos estruturais ou adquiridos, em nome da minha liberdade de expressão. Tampouco posso fazer apologia a crimes de qualquer tipo.

Assim sendo, por que raios a internet deveria ser território livre para selvagens e criminosos agirem impunemente? Até porque, convenhamos, o lugar dessa canalha é numa jaula.

DEMOCRACIA

Esse é o debate que a sociedade civil organizada, as grandes corporações de tecnologia e governos democráticos deveriam estar promovendo com as devidas urgência e importância.

As democracias, que são imperfeitas e frágeis por natureza, já que democráticas, estão sob constante ataque de desconstrução e podem, em curto espaço de tempo, ir para o vinagre.

Aqueles que pregam liberdade ampla, geral e irrestrita na internet não têm a menor noção do nível de manipulação eleitoral e eleitoreira, por exemplo, a que podem estar expostos.

Também não têm a menor consciência dos riscos que fake news e mistificações estúpidas, e boatos porcos, trazem à sociedade e, no limite, à própria humanidade (vide as vacinas).

Sim, a democracia corre riscos por ser, digamos, tolerante demais. Os ataques que sofre, na maioria das vezes mentirosos, fere de morte sua credibilidade (vide as urnas eletrônicas).

As redes sociais, ao contrário do esperado, muito mais desagregam do que unem. E a troca de conteúdo positivo é infinitamente menor que o lixo que circula pela esgotosfera do Iphone.

FUTURO

Nunca fomos, como espécie, tão bons em tudo. Nunca fomos tão prósperos e cientificamente capazes de encontrar soluções. Ao mesmo tempo, nunca estivemos tão perdidos assim.



A velocidade com que a tecnologia caminha não nos permite parar, respirar e refletir sobre o passo seguinte. Vamos tocando tudo de supetão; consertando o avião em pleno voo.

O Maurício, do vôlei, acha que odiar gay é liberdade de expressão. E há quem o defenda! Já o ‘mito’, acha que pode espalhar no Facebook que vacinas causam AIDS, e tudo bem.

Nos EUA, o ex-presidente, insatisfeito com a derrota na eleição, incentivou seus idiotas úteis a invadir o Capitólio. Gente se feriu, gente morreu, gente está presa. Mas e ele, Trump?

A internet e as redes sociais derrubaram todas as barreiras possíveis e imaginárias que, por bem ou por mal, limitavam a circulação de idéias – quaisquer umas! É ótimo, mas nem tanto.

Não será um palpiteiro qualquer, nem você, leitor ignorante e incapaz como eu, quem deve cuidar da regulamentação – diferente de regular!! – urgente e necessária do ambiente virtual.

São, como já disse acima, as grandes empresas de tecnologia, a sociedade civil organizada e os governos democráticos os responsáveis por isso. Que o façam, pois!. E rápido, pois já é mais do que tarde. Ainda que, antes do nunca.


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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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