Drones atingem embaixada dos EUA na Arábia Saudita

Drones atingem embaixada dos EUA na Arábia Saudita

"ArábiaArábia Saudita confirmou ataque em Riad e disse que danos foram limitados. Acompanhe as últimas notícias sobre o conflito no Irã.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã neste fim de semana miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e vários chefes militares.
O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.
Três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait, aliado dos EUA, após um aparente incidente de fogo amigo, sem vítimas fatais.
Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte de Khamenei, incluindo o presidente Massoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Eje, e o aiatolá Alireza Arafi. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que um novo líder supremo será escolhido em "um ou dois dias".
O presidente dos EUA, Donald Trump, diz que foi procurado pela nova liderança iraniana e que está disposto a negociar. Mas já declarou que a ofensiva americana deve durar quatro ou mais semanas, e não descartou enviar tropas ao país.
França, Reino Unido e Alemanha se dizem prontos para adotar "ação defensiva" contra o Irã. Primeiro-ministro britânico autorizou aos EUA utilizarem suas bases militares na região.
Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e uma das figuras de oposição mais proeminentes do país no exílio, voltou a se apresentar como potencial futuro líder.
No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que o Irã anunciou ter fechado. A medida pode ter impactos devastadores para a economia global.
Total de vítimas até agora já passa de 600 em sete países, a maioria no Irã.

Acompanhe abaixo os últimos desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irã:

Guarda Revolucionária iraniana diz ter destruído base dos EUA no Bahrein
A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que sua Marinha destruiu o prédio do comando principal e a sede de uma base aérea dos EUA no Bahrein, no que descreveu como a "Operação Promessa da Verdade 4".

Neste ataque, 20 drones e três mísseis atingiram os alvos, destruindo o principal edifício de comando e os quartéis da base aérea dos Estados Unidos, além de incendiar seus depósitos de combustível", afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado.

A informação iraniana situou os ataques na região de Sheikh Isa, no norte da pequena ilha do Golfo, e os contabilizou como a 14ª onda ofensiva. O anúncio do ataque foi feito na manhã desta terça-feira, através de um comunicado da Guarda Revolucionária divulgado pela televisão estatal iraniana.

O Departamento de Estado dos EUA e a Casa Branca não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Ao longo desta noite e madrugada, o Irã lançou ataques contra países aliados dos Estados Unidos na região. Horas antes, a própria Guarda Revolucionária informou sobre a 13ª onda de ataques contra bases americanas em países como Kuwait e Emirados Árabes Unidos, bem como contra Israel.

O Ministério da Defesa saudita também informou ter interceptado oito drones ao longo da noite, da mesma forma que o governo do Catar, que afirma ter interceptado 98 mísseis balísticos de um total de 101 recebidos, e 24 drones de 39 desde o início da resposta iraniana.

md/cn (Reuters, AP)

Drones atingem embaixada dos EUA na Arábia Saudita
A Arábia Saudita afirmou que a embaixada dos Estados Unidos na capital do país, Riad, foi atingida por dois drones. O ataque resultou em um incêndio limitado e alguns danos materiais, disse o Ministério da Defesa saudita em uma postagem em árabe no X, na manhã desta terça‑feira (03/03).

Agências de notícias citaram testemunhas descrevendo uma forte explosão e uma leve fumaça saindo da embaixada. O local estava vazio no momento do ataque.

A embaixada recomendou que seus cidadãos na capital permanecessem em suas casas assim como na cidade portuária de Jeddah, no oeste, e na cidade de Dhahran, no leste, pedindo que cidadãos americanos "evitem a embaixada até novo aviso devido ao ataque à instalação".

O complexo da embaixada dos EUA no Kuwait também teria sido atingido na segunda‑feira, com relatos de fumaça preta subindo acima do local. Essa embaixada também está fechada, com o Departamento de Estado dos EUA alertando: "Não venham à embaixada".

Questionado sobre a resposta ao ataque, Trump disse: "Vocês saberão em breve".

md/cn (EFE, Reuters, AP)

EUA instruem americanos a deixar "imediatamente" países no Oriente Médio
O Departamento de Estado dos EUA fez um apelo, nesta segunda‑feira (02/03), para que os cidadãos americanos deixem "imediatamente" mais de uma dúzia de países no Oriente Médio em meio aos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã.

De acordo com a secretária-adjunta de assuntos consulares da pasta, Mora Namdar, os americanos foram orientados a deixar esses locais utilizando meios de transporte comerciais.

Os países listados são Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia e Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

fcl (reuters)

Estreito de Ormuz está fechado, anuncia chefe da Guarda Revolucionária do Irã
O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, Ahmad Vahidi, anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, importante via de escoamento do petróleo produzido no Oriente Médio. Segundo a imprensa estatal, o Irã está pronto para atacar qualquer embarcação que tentar passar pelo trecho entre o golfo de Omã e o golfo Pérsico.

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), por sua vez, negou à emissora Fox News que o estreito tenha sido bloqueado.

De acordo com a agência Reuters, um eventual fechamento de Ormuz poderá impactar cerca de um quinto do escoamento do petróleo mundial, elevando significativamente o preço do barril do combustível fóssil.

No início desta segunda-feira (02/03), primeiro dia de negociação após o início do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, o preço do Brent abriu em alta de 13%. No decorrer do pregão, a alta foi revertida em partes, atingindo 6% no início da tarde.

No entanto, operadores do mercado petrolífero afirmam que o barril pode ultrapassar os 100 dólares, caso a guerra siga pelas próximas semanas e o Estreito de Ormuz sofra um bloqueio de forças iranianas. Uma elevação no preço do combustível fóssil pode impactar toda a cadeia produtiva mundial, refletindo em taxas mais altas de inflação.

fcl/ra (AFP, reuters, ots)

Sobe para seis o número de militares americanos mortos no conflito
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) anunciou a morte de mais dois militares do país durante o conflito com o Irã. Com isso, chega a seis o número de membros das Forças Armadas americanas mortos na guerra.

"Seis militares americanos foram mortos em combate. As forças americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos em uma instalação atingida durante os ataques iniciais do Irã na região", informou o Centcom pela rede social X neste domingo, sem dar mais detalhes.

"As identidades dos falecidos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiäres", acrescentou o órgão.

De acordo com a CNN, as baixas americanas ocorreram num ataque de retaliação iraniano ao Porto de Shuaiba, no Kuwait, país aliado de Washington. Mais cedo, o secretário americano de Defesa, Pete Hegseth, confirmou que a ofensiva iraniana atingiu um "centro de operações táticas fortificado".

O Kuwait também atualizou para dois o número de militares do país mortos no conflito, acrescentando um sargento da marinha local às baixas durante uma "operação". Outro militar kuwaitiano já havia sido confirmado anteriormente nesta segunda-feira (02/03).

fcl (afp, reuters, ots)

Conflito entre EUA, Israel e Irã já deixou mais de 600 mortos em sete países
Os ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã e ao Líbano, e a subsequente retaliação iraniana, deixaram mortos em pelo menos sete países: Irã (555), Líbano (52), Iraque (4), Emirados Árabes Unidos (3), Kuwait (1), Bahrein (1) e Israel (10) — sendo os cinco últimos aliados de Washington.

Jordânia, Catar, Arábia Saudita, Chipre e Omã, igualmente aliados da Casa Branca, também foram sofreram ataques, mas até agora não há confirmações sobre mortos nessas nações.

De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes, os três mortos no país eram cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh que foram vítimas de drones iranianos na capital Abu Dhabi, no domingo (01/03).

No Kuwait, o Ministério da Saúde local registrou a morte de um oficial americano na base de Ali al-Salem, também no domingo. Segundo a CNN, outros dois soldados dos EUA também morreram na ofensiva de retaliação iraniana, mas esses números não foram confirmados oficialmente. Nesta segunda (02/03), o Ministério da Defesa do Kuwait informou que "diversos" aviões de guerra americanos caíram no país após serem abatidos por engano, mas que todos os tripulantes sobreviveram.

No Iraque, bombas da aliança EUA-Israel teriam matado quatro membros das Forças de Mobilização Popular, grupo paramilitar apoiado pelo Irã. As informações foram divulgadas pelo Media Directorate, veículo de comunicação da milícia iraquiana, e citadas pela CNN.

No Bahrein, uma pessoa morreu ao ser atingida por destroços de um míssel na Cidade Industrial Salman, informou a imprensa estatal do país.

Os 555 mortos no Irã foram confirmados pelo Crescente Vermelho nesta segunda, e os dez em Israel pelo serviço nacional de emergência (Magen David Adom). No Líbano, ataques aéreos israelenses mataram 52 pessoas no Líbano e em Beirute, de acordo com o Ministério da Saúde local.

fcl/ra (ots)

Trump não descarta enviar soldados ao Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não descarta enviar soldados americanos para uma operação terrestre no Irã "se houver necessidade".

"Não tenho qualquer hesitação em relação ao envio de tropas em solo — como todo presidente diz: 'Não haverá tropas em solo.' Eu não digo isso", disse Trump em entrevista ao jornal The New York Post, publicada nesta segunda-feira (02/03). "Eu digo que 'provavelmente não serão necessárias' [ou] 'se forem necessárias'."

O presidente americano acrescentou que a guerra com o Irã pode durar menos de quatro semanas, como havia sido planejado de início. "Está andando muito rápido", indicou ele ao jornal de Nova York. "Estamos dentro do prazo, bem adiantados em termos de liderança — 49 [líderes iranianos] mortos — e isso, como sabem, levaria, segundo nossos cálculos, pelo menos quatro semanas, mas conseguimos em um dia", completou o republicano.

Ataques de EUA e Israel ao Irã foram lançados no último sábado (28/02) na capital Teerã e em outras cidades do país asiático. Entre os mortos está o aiatolá Ali Khamenei, líder religioso que comandava o governo iraniano desde 1989. De acordo com informações do Crescente Vermelho, pelo menos 555 pessoas morreram na ofensiva desde então, incluindo civis e lideranças.

fcl/ra (ots)

Embaixador do Brasil no Irã revela dificuldade em se comunicar com brasileiros
O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães, afirmou estar enfrentando dificuldades para conseguir se comunicar e obter informações sobre a comunidade brasileira, em meio aos ataques dos EUA e de Israel ao país.

Em entrevista à rádio CBN, ele estimou que cerca de 200 brasileiros estejam no Irã, sendo que muitos já deixaram Teerã por recomendação das autoridades e outros permanecem em suas casas. Ele explicou que todo o sistema de comunicação está desconectado, e a única forma de contato com o exterior tem sido por meio de comunicação satelital.

"Não temos informações das autoridades iranianas, que também não divulgam dados, possivelmente por estratégia", contou Guimarães. "Os ataques são generalizados na cidade; no sul, houve uma grande ofensiva agora, e isso ocorre praticamente todos os dias, às vezes duas vezes por dia. Muitas vezes sentimos o impacto mesmo quando a explosão acontece a cerca de um quilômetro de distância, por causa do deslocamento de ar."

Ele disse que embaixada brasileira mantém canais ativos para orientar e prestar assistência aos brasileiros, mas que o contato tem sido feito de forma limitada, enquanto a população permanece recolhida.

"Temos um canal de comunicação que é por WhatsApp e por telefone, telefone ainda de linha aqui, o fixo ainda funciona, nós temos um plantão na embaixada, eu estou próximo também da embaixada. Se alguém chegar lá num horário fora do normal, eu tenho como atender a pessoa, mas as pessoas estão em suas casas, ninguém está saindo às ruas, porque há também um grande contingente de militares nas ruas e as pessoas têm medo de serem, por alguma forma, confundidos ou percebidos como um inimigo e serem feridas por conta de um engano."

"Acabei de saber que a residência do embaixador do México foi muito danificada por estar próxima de um dos ataques e isso é só para mostrar que os ataques, mesmo sendo cirúrgicos, eles não são jogos de videogame, eles atacam e matam pessoas, sejam militares, sejam civis e, aparentemente, isso se torna uma normalidade."

"Embora [exista] toda essa noção que se criou de que o Irã é um estado exportador de violência, exportador de terrorismo, eles não são um povo acostumado a ser atacado. Os prédios aqui não têm proteção, não são bunkers como tem em Israel", contou Guimarães à CBN.

"Eles têm uma tradição de arquitetura e de engenharia muito grande. Então, os prédios são muito modernos, prédios com muito vidro. As pessoas estão tentando se abrigar da melhor maneira possível, mas ninguém sabe qual será o alvo e até quando se deve buscar uma estação de metrô ou um abrigo subterrâneo", disse, relatando que não há sistema de sirenes de alerta de ataques.

rc (ots)

EUA enviarão mais soldados ao Oriente Médio, diz general
O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas americanas, disse nesta segunda-feira que levará tempo para atingir os objetivos militares no Irã e que mais baixas americanas são esperadas, acrescentando que os Estados Unidos continuarão a enviar tropas para o Oriente Médio mesmo após um enorme aumento da presença militar na região.

Caine afirmou que os ataques das forças americanas "resultaram no estabelecimento da superioridade aérea local. Essa superioridade aérea não só aumentará a proteção de nossas forças, como também lhes permitirá continuar o trabalho sobre o Irã".

A mobilização já inclui milhares de militares de todos os ramos, incluindo forças da Reserva e da Guarda Nacional, além de centenas de caças, dezenas de aviões-tanque de reabastecimento, dos grupos de ataque dos porta-aviões Abraham Lincoln e Gerald R. Ford e seus esquadrões aéreos.

O general afirmou que, assim como na operação que lançou bombas antibunker de grande porte contra instalações nucleares iranianas no ano passado, a Operação Fúria Épica também utilizou bombardeiros B-2, que realizaram uma viagem de ida e volta de 37 horas.

Caine mencionou diversas vezes o uso de tecnologias cibernéticas nos ataques, que, segundo ele, "interromperam efetivamente as comunicações e as redes de sensores", deixando "o adversário sem a capacidade de coordenar ou responder de forma eficaz".

Sem dar detalhes específicos, Caine disse que as Forças Armadas dos EUA "impulsionaram efeitos sincronizados e em camadas, projetados para interromper, degradar, negar e destruir a capacidade do Irã de conduzir e manter operações de combate no lado americano".

rc (AFP, AP)

Hegseth: guerra não é tentativa de "construir a democracia" no Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou em coletiva de imprensa no Pentágono que por "47 longos anos", o regime iraniano travou uma "guerra selvagem e unilateral contra os Estados Unidos".

O chefe do Pantágono observou que isso ocorreu "com o sangue do nosso povo, carros-bomba em Beirute, ataques com foguetes contra nossos navios, assassinatos em nossas embaixadas, bombas à beira de estradas no Iraque e no Afeganistão".

"Não começamos esta guerra, mas, sob o governo do presidente Trump, estamos terminando." Hegseth disse que as operações militares contra o Irã não levariam a uma "guerra sem fim" e que o objetivo é destruir os mísseis, a Marinha e outras infraestruturas de segurança de Teerã.

"Estamos os atacando cirurgicamente, de forma esmagadora e sem pedir desculpas", disse o secretário.

Hegseth afirmou que a guerra contra o Irã não é uma tentativa de construir a democracia na República Islâmica.

"Sem regras de engajamento estúpidas, sem atoleiro de construção nacional, sem exercício de construção democrática. Sem guerras politicamente corretas. Lutamos para vencer e não desperdiçamos tempo nem vidas", ressaltou o chefe do Pentágono.

rc/md (Reuters, AFP)

Centcom confirma morte de quarto militar americano em combate
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou que um quarto militar americano morreu em combate. O órgão havia anunciado anteriormente a morte de três militares americanos durante a ofensiva dos EUA contra o Irã.

O comunicado do Centcom afirmou que "o quarto militar, que foi gravemente ferido durante os ataques iniciais do Irã, acabou morrendo em decorrência dos ferimentos."

"As principais operações de combate continuam e nossos esforços de resposta estão em andamento. As identidades dos mortos serão mantidas em sigilo até 24 horas após a notificação dos familiares", afirma a nota.

rc/md (Reuters)

Ataques de Israel no Líbano ampliam conflito no Oriente Médio
Em resposta aos lançamento de foguetes contra Israel pelo grupo xiita libanês Hezbollah, militares israelenses atacaram alvos no Líbano.

As ações ocorreram depois que o Hezbollah atacou com foguetes e drones instalações militares no norte de Israel, afirmando ser uma resposta à morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei.

Pelo menos 31 pessoas foram mortas e outras 149 ficaram feridas na madrugada desta segunda-feira – segundo estimativas iniciais do Centro de Operações de Emergência do Líbano – numa onda de bombardeios lançada por Israel contra os arredores de Beirute e o sul do Líbano, em resposta a um ataque do Hezbollah, que é um aliado do Irã.

Israel lançou na madrugada passada uma intensa onda de bombardeios contra Dahye e o sul do Líbano, o que provocou inúmeros deslocamentos nessas áreas, chegando a congestionar as estradas em direção ao norte.

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Antes de visita a Trump, Merz evita condenar ação contra Irã
Berlim foi pega de surpresa com os ataques iniciados no sábado pelos Estados Unidos e Israel, embora o governo alemão já soubesse há alguns dias que uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o regime de Teerã era cada vez mais provável,

Nas agitadas horas seguintes, o foco foi tentar encontrar um discurso que classificasse cuidadosamente a ofensiva contra o Irã. Após consultar os ministros de seu gabinete responsáveis por questões de segurança, o chanceler federal alemão, Friedrich Merz, explicitou seu apoio aos EUA e a Israel, a despeito das "dúvidas" sobre a legitimidade das ações militares.

"Por isso, agora não é o momento de dar lições aos nossos parceiros e aliados. Apesar de todas as dúvidas, compartilhamos muitos dos seus objetivos", afirmou no domingo, durante coletiva de imprensa, na véspera de uma aguardada viagem para os Estados Unidos. Merz tem um encontro previsto agendado para esta terça-feira com Donald Trump em Washington.

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Ataque de drone atinge base britânica no Chipre
Autoridades britânicas afirmaram que um ataque realizado por um drone atingiu a pista de pouso da base de Acrotíri, da Força Aérea Real (RAF), no Chipre na noite deste domingo. Segundo as informações, não houve feridos e os danos foram "mínimos". O incidente, no entanto, trouxe pela primeira vez o conflito para solo europeu.

O governo do Reino Unido afirmou nesta segunda-feira que não está em estado de guerra, apesar de ter dito que permitiria aos Estados Unidos usar bases britânicas durante os ataques ao Irã e após sua base no Chipre ter sido atingida por um drone de fabricação iraniana.

Não ficou imediatamente claro se o drone foi lançado do Irã ou por um grupo militante apoiado por Teerã, como o Hezbollah no Líbano.

Dois caças Typhoon e dois aviões de guerra F-35 foram acionados, e as autoridades da base enviaram um alerta à população sobre uma "ameaça à segurança em curso" e instaram as pessoas a permanecerem em suas casas e longe das janelas.

O governo do Chipre confirmou que dois drones com destino ao país foram interceptados nesta segunda-feira. O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, disse que um drone do tipo Shaheed causou "danos materiais menores" a instalações militares dentro da base de Akrotiri, na costa sul da ilha.

Acrotíri é a principal base aérea do Reino Unido para operações no Oriente Médio e nos últimos anos tem sido usada por aviões de guerra britânicos em missões contra o grupo islamista "Estado Islâmico" (EI) na Síria e no Iraque e para atacar alvos dos rebeldes houthi no Iêmen.

Mais de duas décadas depois de o Reino Unido ter seguido os Estados Unidos em uma guerra devastadora no Iraque, o país tenta evitar ser arrastado para um novo conflito no Oriente Médio com consequências imprevisíveis.

rc (AFP)

Caças americanos abatidos por "fogo amigo" do Kuwait
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) informou que três caças americanos foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait, país aliado da Casa Branca, na noite deste domingo (01/03).

O anúncio foi feito após relatos de que "vários" aviões militares americanos teriam caído em solo kuwaitiano.

O incidente ocorreu durante combates aéreos que incluíram ataques iranianos, afirmou o Comando Central.

"Três caças F-15E Strike Eagle dos EUA, que voavam em apoio à Operação Fúria Épica, caíram sobre o Kuwait devido a um aparente incidente de fogo amigo. Durante o combate ativo – que incluiu ataques de aeronaves iranianas, mísseis balísticos e drones – os caças da Força Aérea dos EUA foram abatidos por engano pelas defesas aéreas do Kuwait", disse o Centcom nesta segunda-feira, acrescentando que todos os seis tripulantes se ejetaram e estão em segurança.

"O Kuwait reconheceu o incidente, e somos gratos pelos esforços das forças de defesa do Kuwait e pelo seu apoio nesta operação em andamento", acrescentou.

rc/md (AFP)