Economia

Drible no vírus

Com a maioria das atividades profissionais paralisadas com a pandemia, muita gente fez da crise da Covid-19 um canal de criatividade para o surgimento de novas oportunidades

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PORTAS ABERTAS Shopping em Miami: lucro com a prevenção da doença e aparato tecnológico para evitar o contágio (Crédito: Divulgação)

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A inauguração em Miami de uma pop-up store em um shopping causou alvoroço no mundo real e virtual. Não é para menos: a casa oferece produtos voltados para proteção contra o coronavírus. A loja temporária mostrou que a máxima de que uma crise pode originar problemas, mas também oportunidades se materializou. Nas vitrines da Covid-19 Essentials exibem-se itens vitais como máscaras, esterilizadores e higienizadores de todos os tipos. Na porta, o controle de quem entra é feito por um equipamento que escaneia a pessoa e detecta qualquer alteração da temperatura. Um dos responsáveis pelo comércio, Nadav Benimetzky, afirmou a um canal de tevê que “a demanda estava evidente” e que ele somente aproveitou.

Das artes marciais para a cozinha

Comuns em datas comemorativas já tradicionais, a exemplo do Natal ou do halloween, os negócios temporários vieram agora como salvação para muitos profissionais e comerciantes que viram as suas atividades paralisadas devido à pandemia. Então, para sobreviver, usam a cabeça, mudam de ramo e se adequam às novas situações. Foi o que aconteceu com o cabeleireiro Fernando Arlati, que aos 50 anos de idade e 20 de profissão, acabou sem trabalho do dia para a noite. Desesperado, ele acabou lançando mão do livro de receitas de sua avó e criou um negócio de caldos e pães, divulgado amplamente entre suas clientes pelas redes sociais. “Pensei até em atender a domicilio, mas as pessoas estavam com medo e aí não tinha outra alternativa”, diz Arlati.

Não é diferente a história de Carlos Ferrari. Dono em São Paulo de uma academia de lutas marciais e com dois filhos para sustentar, ele ficou repentinamente nas traiçoeiras mãos do novo coronavírus. Mais assustador ainda, a ele e a todos em idêntica situação, foi o fato de não haver previsão para a reabertura do comércio no início da quarentena. Assim, já no segundo mês, Ferrari entrou de corpo e alma na cozinha e começou a fazer pasteis de forno, cuscuz e outros diversos tipos de comida. Superadas as dificuldades iniciais, o novo negócio começa a se mostrar bastante promissor, tornando-se uma grande oportunidade para ele — que já pensa até em continuar com as receitas após a pandemia: “o que começou no improviso virou uma das bases do orçamento da casa”.

EM ALTA De pouco usadas a artigo essencial: agora, as máscaras compõem o vestuário (Crédito:Divulgação)

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