Esportes

Dressel segue brilhando e bate recorde mundial que pertencia a Phelps

O americano Caeleb Dressel, que na quinta-feira havia sido campeão dos 100 metros livre, continuou brilhando no Mundial de Esportes Aquáticos de Gwangju nesta sexta nas semifinais dos 100 metros borboleta, quebrando o recorde mundial de seu compatriota Michael Phelps com o tempo de 49,50 segundos.

Premiado três vezes na Coreia do Sul, o rei do sprint diminuiu o recorde de Phelps de mais de dez anos em 32 milésimos, e segue para o quarto ouro no sábado, na final dos 100 metros.

Dressel ficou um segundo e meio à frente do segundo colocado e se colocou como franco favorito ao título.

Até agora, o jovem da Flórida de 22 anos havia se mostrado frio após seus triunfos mas desta vez ele pareceu visivelmente emocionado.

“Deixar uma marca, simplesmente viver este instante no qual posso dizer que fui o melhor em um determinado momento da história da natação, isso é realmente muito especial. Sou apenas um rapaz de uma pequena cidade. É uma loucura ver até onde o esporte pode te levar”, afirmou Dressel, que na quinta havia se tornado o primeiro nadador a fazer os 100 metros em menos de 47 segundos fora da era dos maiôs que geraram polêmica na natação há dez anos.

Cerca de trinta minutos mais tarde, Dressel dominou nas semifinais dos 50 metros, com um tempo de 21 segundos e 18 centésimos. Ficou a três centésimos de sua melhor marca pessoal e a apenas sete centésimos de melhor tempo da história sem contar os obtidos com os maiôs de poliuretano.

Em busca de conseguir novamente sete ouros mundiais, uma façanha que só Phelps alcançou (em 2007) antes que Dressel conseguisse em 2017, a atual estrela das piscinas tem por enquanto os títulos nos 50 metros borboleta, 100 metros livre e no revezamento 4×100 metros livre.

“É monstruoso o que ele fez”, admitiu o francês Mehdy Metella, que será no sábado um dos adversários de Dressel na final dos 100 metros borboleta.

– EUA e Rússia dominam –

A atuação de Dressel ofuscou as finais do dia em Gwangju, onde os Estados Unidos e a Rússia se destacaram.

Os americanos foram ao topo com o ouro de Simone Manuel nos 100 metros livre femininos (52.04), a australiana Cate Campbell (52.43) ficou com a prata e a sueca Sarah Sjöstrom (52.46) com o bronze.

Simone Manuel, duas vezes campeã olímpica no Rio, conseguiu seu oitavo ouro em um Mundial. Ela venceu as três últimas grandes finais da principal prova feminina (nos Jogos de 2016, Mundiais de 2017 e 2019).

Na final do polo aquático feminino, os Estados Unidos derrotaram por 11 a 6 a Espanha, que teve que se conformar com a prata, assim como há dois anos na final de Budapeste-2017 contra o mesmo adversário.

A Espanha, graças a sua presença na final, conseguiu se classificar para os Jogos Olímpicos do ano que vem em Tóquio.

Já a Rússia conseguiu três ouros nesta sexta. Evgeny Rylov (1:53.40) venceu nos 200 metros costas. Os outros dois títulos russos do dia ocorreram nos 200 metros peito, com Yuliya Efimova (2:20.17) e com Anton Chupkov (2:06.12), este último com um novo recorde mundial.

No revezamento masculino 4×200 metros nado livre, a Austrália conseguiu o único título do dia que escapou dos americanos e russos.

Nessa prova de revezamento, o polêmico Sun Yang, protagonista no ano passado de um controverso exame antidoping, ficou apenas em sexto com sua equipe.

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