‘Dream Team’ da IA de Zuckerberg sofre baixas

Coluna: André Cardozo

Coluna que cobre temas como cloud computing, Inteligência Artificial e outras tendências do mundo da tecnologia. Editada por André Cardozo, jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura de tecnologia

‘Dream Team’ da IA de Zuckerberg sofre baixas

Presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, durante evento anual da companhia em Melo Park, no Estado norte-americano da Califórnia 25/09/2024 REUTERS/Manuel Orbegozo

Nos últimos meses a Meta tem investido caminhões de dinheiro para formar um supertime de talentos na área de Inteligência Artificial.

Recentes notícias, no entanto, parecem indicar que nem tudo está indo bem na companhia. Apenas dois meses após a montagem da equipe, a Wired conta que três nomes de peso já deixaram a Meta, e dois deles estão de volta à OpenAI, de onde saíram após ofertas irrecusáveis de Zuckerberg.

A Business Insider diz ainda que outros oito funcionários dos times de IA também deixaram a Meta. Segundo as publicações, o motivo das saídas está na confusão burocrática e na constante mudança de funções dos times de IA promovidas por Zuckerberg.

A fuga de talentos levou a Meta a suspender as contratações em toda a sua divisão de IA na semana passada. A medida proíbe tanto contratações externas quanto transferências internas de equipes, com exceções exigindo a aprovação do Diretor de IA, Alexandr Wang, o fundador da Scale AI de 28 anos que a Meta trouxe em um acordo de US$ 14 bilhões já comentado por aqui.

As saídas acabam beneficiando concorrentes, especialmente a OpenAI, que conseguiu recuperar ex-funcionários importantes para manter a liderança do ChatGPT.

Para a Meta, as saídas levantam questões sobre se grandes investimentos podem superar desafios culturais e organizacionais na construção das equipes de IA.