Economia

Draghi diz que BCE não discutiu corte de juros ou mudança na política hoje

Durante coletiva de imprensa após a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), o presidente da instituição, Mario Draghi, afirmou que os dirigentes não discutiram nenhuma mudança na política monetária no encontro que teve fim nesta quinta-feira, mas decidiu esperar pela atualização das projeções econômicas. Além disso, também “não houve discussão sobre a escala de possíveis cortes nos juros ou compras de ativos”, de acordo com o dirigente.

Alguns agentes do mercado esperavam que, após indicadores abaixo do esperado da atividade industrial da zona do euro ontem, o argumento para que o BCE reduzisse as taxas de juros já neste encontro teria ficado mais forte. Draghi apontou, ainda, que, se os juros forem reduzidos, medidas de mitigação dos impactos virão em conjunto.

Questões relativas à inflação na zona do euro também foram abordadas por jornalistas. Draghi disse que ele e os dirigentes “não gostam” do que veem nos preços na região, após o núcleo do índice de preços ao consumidor da zona do euro subir apenas 1,1% na comparação anual de junho, um resultado ainda longe da meta de quase 2% estabelecida pelo BCE. Draghi, contudo, apontou que os dirigentes não discutiram sobre simetria da meta de inflação durante a reunião desta semana, mas enfatizou que as expectativas de inflação do mercado têm estado “nos níveis mais baixos da história”.

O dirigente também disse que o risco de recessão econômica na zona do euro está “bastante baixo”, apesar do enfraquecimento da atividade. De acordo com o presidente do BCE, a expansão econômica segue apoiada tanto pelo mercado de trabalho quanto pelas condições financeiras, ao mesmo tempo em que protecionismo e as vulnerabilidades em mercados emergentes apresentam riscos.

Draghi também pontuou que os países da zona do euro devem compor finanças públicas de modo favorável à expansão da economia e destacou que as Operações de Refinanciamento de Prazo Mais Longo Direcionadas (TLTROs, na sigla em inglês) ajudarão a garantir as condições de crédito favoráveis, principalmente a pequenas e médias empresas. Além disso, de acordo com o italiano, a política fiscal se tornou “essencial” para conter choque à indústria na Alemanha.

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