Douglas Ruas é eleito presidente da Alerj

O parlamentar foi eleito por 44 votos favoráveis; a sessão contou com 45 deputados presentes e 25 ausências

Douglas Ruas Flávio Bolsonaro
Foto: Divulgação/Alerj

O deputado estadual Douglas Ruas (PL)  foi eleito, nesta sexta-feira, 17, como presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A eleição não teve concorrentes, e Ruas deve comandar o Legislativo fluminense até o fim de 2026. O parlamentar também é pré-candidato ao governo do estado nas eleições deste ano. Além de Douglas Ruas, o deputado Doutor Deodalto (PL) também foi eleito para assumir o cargo de 2º secretário.

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Ruas foi eleito com 44 votos favoráveis. A votação contou com 45 deputados presentes e 25 ausentes, sendo marcada por boicote da oposição, que não concordou com o formato aberto e deixou o plenário. Nesta semana, os partidos PSD, MDB, Podemos, PT, PDT, PSB, Cidadania, PCdoB e PV pediram a suspensão da eleição, mas o pedido foi negado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Votação anulada

Em 26 de março, Douglas havia sido eleito presidente da Alerj em uma sessão extraordinária, mas a votação foi questionada e anulada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). A decisão ocorreu após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar a retotalização dos votos das eleições de 2022, em razão da cassação do mandato do ex-deputado Rodrigo Bacellar (União). Apesar disso, a Assembleia Legislativa não cumpriu a determinação e realizou a eleição interna antes da conclusão do processo.

Nome preferido pelo bolsonarismo

Ruas era o nome preferido de Flávio Bolsonaro, que ainda tentava abarcar a federação formada por Progressistas e União Brasil para fortalecer a candidatura ao governo fluminense. Para isso, o senador deu às legendas a indicação do vice na chapa, que será Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu.

Com Flávio saindo do Senado, o Partido Liberal (PL) deve investir em Cláudio Castro para a vaga na Casa. Nos bastidores, porém, ainda há preocupação com a possibilidade de cassação do mandato do governador, acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será retomado no dia 10 de março.