A discreta passagem de João Doria por Brasília nos últimos dois dias foi interpretada como um sinal de força política do tucano, pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, apesar das tentativas de golpe por parte do deputado Aécio Neves e seus aliados.
Doria passou boa parte do tempo na sede nacional do partido, agora transformada em QG de campanha, com quadros e adesivos espalhados por todas as salas com os dizeres “O Brasil tem jeito, o jeito é Doria.” Lá, recebeu a visita de quadros importantes do partido, como o presidente Bruno Araújo, o secretário-geral Beto Pereira, o líder do Senado Izalci Lucas e o líder da bancada federal Adolfo Viana.
A senadora Eliziane Gama (Cidadania) também esteve no local em conversa com o ex-governador paulista. Doria também se encontrou com o presidente do Cidadania, Roberto Freire e com o deputado Alex Manente, líder do partido na Câmara. Na avaliação de aliados, a harmonia entre o PSDB e o Cidadania na construção de um projeto para o país deve facilitar a articulação para a escolha do nome que vai liderar a terceira via. O PSDB e o Cidadania fecharam uma federação para disputar as eleições.
Enquanto Doria se mantinha longe dos holofotes em importantes articulações políticas, ficou evidente o esforço de Eduardo Leite para chamar a atenção. Ele posou para fotos ao lado de Simone Tebet (MDB) e alardeou o encontro nas redes sociais. Mas nos bastidores do MDB seu nome já é carta fora do baralho na composição da chapa da terceira via. PSDB, MDB, União Brasil e Cidadania devem anunciar um único nome no próximo dia 18 de maio para disputar a presidência da República, com chances de acabar com a polarização entre Lula e Bolsonaro.