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Dono do Madero diz que Brasil não pode parar por ‘5 ou 7 mil mortes’

Crédito: Reprodução/ Instagram

O dono da rede de restaurantes Madero, Junior Durski, criticou as medidas restritivas sobre setores econômicos adotadas para evitar a transmissão do novo coronavírus no Brasil. Em um vídeo compartilhado no Instagram na segunda-feira (23), o empresário afirma que o número de mortes causadas pela doença não será tão grave quanto o de desempregos.

“O Brasil não pode parar dessa maneira. O Brasil não aguenta. Tem que ter trabalho, as pessoas têm que produzir, têm que trabalhar. O Brasil não tem que essa condição de ficar parado assim. As consequências que teremos economicamente no futuro vão ser muito maiores do que as pessoas que vão morrer agora com o coronavírus”, disse.

Para o empresário, deve haver um “controle” sobre as restrições. “Não pode simplesmente os infectologistas decidirem que tem que todo mundo parar independente das consequências gravíssimas que o Brasil vai ter na sua economia”, afirmou.

Apoiador do governo de Jair Bolsonaro, Durski disse ainda que inevitavelmente devem morrer milhares de pessoas com a nova doença. “Agora vão morrer 5.000 pessoas por coronavírus que nós não podemos evitar. Não tem como fechar tudo, se esconder do inimigo e não trabalhar”, completou.

O empresário ressaltou que caso os controles sobre setores da economia permaneçam, o número de desempregados no país vai saltar para até 40 milhões no próximo ano.

“Estou preocupado com o Brasil, com a situação toda, com o pequeno empresário, o vendedor de pipoca, a pessoa que tem um mercadinho, um restaurantinho, um barzinho, esse vai quebrar e não vai ter o que fazer. Estou preocupado com os 30 milhões que não terão emprego em 2021. Tem que ser mais realista para esse negócio todo”, disse.

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Apesar do cenário de crise, o empresário afirmou que não pretende demitir os cerca de 8 mil funcionários da empresa dele e que possui condições de manter os estabelecimentos fechados por até seis meses. “Vamos pensar que tem que ser mais racional […]. Não estou falando por mim, a minha empresa tem condições e recursos”, disse.

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