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Donald Trump denuncia censura e diz que lançará serviço de streaming

Crédito: AFP/Arquivos

NOVA YORK, 26 OUT (ANSA) – O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou nesta terça-feira (26) que pretende lançar um serviço de streaming de vídeo para “competir com a programação criada pela ‘Big Tech’ e ‘Big Media'”.

O anúncio foi feito pela empresa Trump Media & Technology Group e denuncia a “censura” e “corrupção” das redes sociais.

“Esta nova era de censura é um desastre para o nosso país”, diz o republicano, explicando que perante este problema “percebeu que para restaurar a liberdade de expressão é necessário entrar no mercado de uma nova grande plataforma”.

Segundo ele, trata-se de uma “Big Tent” na qual serão convidados expoentes de todas as partes e não haverá algoritmos ou manipulação política.

“Na semana passada criei uma empresa para desafiar o domínio da Big Tech e da Big Media. Hoje quero explicar a vocês por que faço isso. Isso não é apenas política para mim, é para salvar o país”, acrescentou Trump, denunciando censura das redes sociais, “as praças públicas dos nosso tempos”.

O ex-presidente americano explicou ainda como a censura agressiva da Big Tech e a cultura de cancelamento “não são apenas antiamericanas e têm consequências reais no mundo”.

“Daí a necessidade de criar uma nova plataforma. Provavelmente sou o único na América com recursos, experiência e vontade para isso. Para desafiar a censura, estamos criando ‘Big Tent’, que será gratuita, vibrante e diversa como a América”.

“O Truth Social é apenas o começo dos nossos planos. O Trump Media and Technology Group também lançará um serviço de streaming de vídeo on demand que compete com a programação cada vez mais ‘acordada’ e politizada de ‘entretenimento'”, ressaltou.

Segundo o magnata, “não se pode confiar em um pequeno grupo de pessoas poderosas que pensam o mesmo e que esperam silenciar todos os que pensam de forma diferente”. “Estou determinado a quebrar seu domínio sobre mídia, tecnologia e entretenimento”, concluiu.

Trump foi banido das redes sociais, como Facebook e Twitter, após a invasão ao Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro.

As empresas de tecnologia expressaram preocupação que sua retórica estivesse incitando a violência. (ANSA)


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