Mafioso Domenico Papalia morre na itália aos 81 anos

Antigo chefão da "Ndrangheta, Papalia estava internado em Milão e lutava contra um câncer

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O mafioso Domenico Papalia, considerado um dos chefes mais influentes da “Ndrangheta no norte da Itália, morreu nesta quarta-feira, 26 de agosto, aos 81 anos. O criminoso, conhecido como “Micu”, faleceu em um hospital de Milão, onde estava internado desde o dia 17.

  • O mafioso Domenico Papalia, figura influente da “Ndrangheta, morre aos 81 anos em Milão.
  • Conhecido como “Micu”, ele estava internado lutando contra um câncer, após quase 50 anos de prisão.
  • Sua pena perpétua chegou a ser suspensa condicionalmente semanas antes de seu falecimento.

Papalia lutava contra um câncer e teve seu precário estado de saúde reconhecido pelas autoridades italianas. Um pedido de suspensão condicional da pena foi aceito, permitindo que ele cumprisse o restante da condenação em regime domiciliar. Contudo, o mafioso permaneceu apenas algumas semanas fora da penitenciária.

Natural de Platì, nas proximidades de Reggio Calabria, Domenico Papalia e seus irmãos, Antonio e Rocco, foram figuras centrais na expansão da “Ndrangheta. Eles consolidaram a presença da organização criminosa em municípios estratégicos nos arredores de Milão, como Buccinasco e Corsico.

Quem foi Domenico Papalia e quais seus crimes?

Papalia foi preso pela primeira vez em 1977. Ele foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato de Antonio D”Agostino, um antigo chefão da máfia, ocorrido em Roma em 1976. Embora tenha sido absolvido desse crime por um tribunal em 2017, outras condenações pesavam contra ele.

Entre as condenações mantidas, incluem-se a do assassinato do advogado Pietro Labate, em Milão, em 1983, e a ordem para a morte do educador penitenciário Umberto Morbile, em 1990. Apesar das acusações, Papalia sempre alegou inocência em relação aos crimes a ele atribuídos.

O “Micu” tornou-se uma figura notória por ter sido o prisioneiro com a mais longa permanência encarcerado na Itália sob uma pena de prisão perpétua, sem a possibilidade de liberdade condicional.

Elisabetta Zamparutti, integrante de uma ONG com a qual Papalia interagiu durante seu período de detenção, afirmou que o mafioso morreu “em um ambiente diferente, onde esteve cercado pelo amor de sua família”. Zamparutti também revelou que “Micu” seria homenageado em setembro, durante uma oficina com outros detentos.

Da IstoÉ com ANSA