Economia

Dólar tem quinta queda seguida com perspectiva de solução para o Orçamento


O dólar engatou nesta segunda-feira, 19, a quinta queda seguida ante o real, com ajuda da baixa da moeda americana no mercado internacional e a perspectiva de resolução para a questão do Orçamento de 2021, que tem prazo para sanção até a quinta-feira, 22. Também agradaram declarações do novo presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna, de preservar a paridade internacional nos preços dos combustíveis. Houve relatos de entrada de fluxo externo para o País, comercial e financeiro, o que levou a moeda americana a cair para R$ 5,52 na mínima do dia, testando os menores valores em quase um mês. Se a questão orçamentária for resolvida sem rupturas ao teto, economistas projetam nova rodada de melhora para o real.

No fechamento, o dólar à vista encerrou a segunda-feira em baixa de 0,61%, a R$ 5,5505. No mercado futuro, o dólar para maio cedia 0,81% às 17h36, a R$ 5,5490.

A ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda, afirmou no período da tarde que o governo caminha para o veto parcial no Orçamento, mantendo algumas emendas e cortes em despesas discricionárias. Ela citou que a ideia é vetar R$ 10,5 bilhões em emendas, número que não agradou muito e fez o dólar reduzir o ritmo de queda, considerando que estas emendas somam R$ 35 bilhões e esperava-se corte de ao menos metade.

Para o economista Samuel Pessôa, chefe de pesquisa econômica da Julius Baer Family Office, pode haver uma descompressão no câmbio se o governo conseguir resolver a questão do orçamento de 2021 respeitando dois princípios. O primeiro é que tudo que seja extra teto de gastos seja só de medidas associadas à pandemia, com despesas transitórias, e as despesas recorrentes dentro do teto. “Dada a dimensão da segunda onda, é natural que haja gastos adicionais.” O segundo princípio é que as despesas extra teto têm tem ter um orçamento.

“Se aprovar um orçamento que tenha esses dois princípios, vai ter a partir da próxima semana uma descompressão no mercado, uma certa sensação de mais tranquilidade”, disse Pessoa em live no período da tarde da Genial Investimentos. “O câmbio deve voltar um pouquinho. Não vai ser uma maravilha, porque a política fiscal está muito machucada. Temos um desequilíbrio fiscal estrutural grande que a gente só vai tratar em 2023. A descompressão não vai ser total, mas alguma vai ter.”

“Se a gente conseguir criar uma situação em que tudo que está extra teto se refere a condições transitórias, dá ideia de que o teto é restrição efetiva”, afirma o economista-chefe da Genial, José Márcio Camargo. Ele observa que o mais preocupante no imbróglio do Orçamento foi a notícia que incluía algumas emendas parlamentares fora do teto isso. “Isso seria um desastre”, disse ele na mesma live. “É preciso que o presidente vete algumas emendas parlamentares, porque se trocou despesas obrigatórias por emendas.”


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Com o Orçamento resolvido, Camargo vê pressão para a valorização do real pela frente, por conta da entrada de dólares via comércio. Ele observa que os dois maiores parceiros comercias do Brasil – Estados Unidos e China – devem crescer 8% em 2021. A Genial prevê que o dólar pode cair para perto de R$ 5,00 ou mesmo R$ 4,90 ao final do ano.

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