A sessão no câmbio desta terça-feira, 16, mostrou um dólar em queda em relação a moedas emergentes que, no quadro deste ano, vinham sofrendo pressão intensa, destacadamente o peso argentino e a lira turca. Na comparação com rivais, o comportamento da divisa americana foi misto.
Perto do encerramento em Wall Street, o dólar subia a 112,24 ienes, mas recuava a 35,9070 pesos argentinos, a 18,7757 pesos mexicanos, a 14,1638 rands sul-africanos e a 5,6708 liras turcas. Simultaneamente, o euro avançava a US$ 1,1581 e a libra tinha alta a US$ 1,3191.
Ante a divisa japonesa, houve impulso de dados acima do esperado para a produção industrial e a criação de vagas no setor privado da economia dos Estados Unidos e da elevação pelo Goldman Sachs e pelo Barclays de suas projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano no terceiro trimestre.
“Espaço limitado (para o dólar) abaixo de 112 ienes, mas por outro lado o rali se mostrou enfraquecido apesar de (dados) positivos estarem emprestando suporte. Parece pronto para permanecer em uma faixa apertada por enquanto”, avalia a Continuum Economics.
Entre emergentes, enquanto a moeda argentina se aproxima da banda inferior da zona de não intervenção do banco central do país vizinho, de 34 pesos por dólar, a pressão dos últimos meses sobre a divisa turca foi aliviada pela permissão concedida pela Justiça da Turquia para que o pastor americano Andrew Brunson deixasse o país. Trump agradeceu e disse estar se sentindo “muito bem” em relação a Ancara com a soltura do líder religioso.