Economia

Dólar tem maior queda semanal desde novembro com ajuste global da moeda

Dólar tem maior queda semanal desde novembro com ajuste global da moeda

Notas de dólares


Por José de Castro

SÃO PAULO (Reuters) – O dólar fechou em leve queda e próximo das mínimas do dia nesta sexta-feira, com vendas na reta final da sessão estimuladas pela continuidade de um movimento de realização de lucros na divisa norte-americana, que acumulou na semana o maior declínio em mais de dois meses.

A moeda vem de quatro quedas consecutivas que a levaram para baixo de pelo menos dois suportes técnicos. Se fracassar em voltar acima dessas linhas, mais ordens de vendas podem ser acionadas, deixando o dólar sujeito a mais depreciação.

A semana foi de expressivo ajuste técnico do dólar no mundo, o que conduziu uma correção também no Brasil, com o mercado discutindo o ritmo de prováveis altas de juros nos Estados Unidos. Os investidores estrangeiros, por exemplo, venderam na B3 nesta semana até a quinta-feira (último dado disponível) 1,7 bilhão de dólares entre contratos de dólar futuro, cupom cambial e swap cambial tradicional.

O dado sugere que especuladores que operam na Bolsa Mercantil de Chicago podem ter dado sequência a um movimento de redução de apostas contra a moeda brasileira. Na virada do ano, esse grupo de agentes financeiros –que costuma operar com posições de maior risco e muitas vezes direcionais– fez a maior compra líquida de reais em cerca de um mês.

“De acordo com nossas previsões de retorno total para 2022, real, rublo russo e baht tailandês devem ser as três moedas com melhor desempenho em 2022”, disseram estrategistas do Bank of America em relatório, que veem essas moedas como “baratas”.

A estimativa do BofA para o fim do ano é de taxa de câmbio nominal de 5,70 reais por dólar –alta de 2,27% para o dólar e queda de 2,22% para o real. Contudo, os retornos totais embutem ainda as taxas de juros a termo, que têm como referência o juro básico da economia (a Selic).

O retorno implícito em contratos de balcão de taxa de câmbio a termo (NDFs, nas sigla em inglês) de um ano estava em cerca de 11,4% ao ano, nas máximas desde o fim de 2016.

Ao fim desta sexta, o dólar à vista caiu 0,29%, para 5,5125 reais na venda, menor patamar desde 16 de novembro do ano passado (5,4999 reais).

Ao longo do pregão, a divisa oscilou entre alta de 0,46%, a 5,5541 reais, e queda de 0,35%, a 5,5090 reais.

O recuo desta sexta foi o quarto seguido, período em que o dólar perdeu 2,82%. A moeda não caía por quatro pregões seguidos desde agosto do ano passado.

Na semana, o dólar acumulou desvalorização de 2,12%, a mais forte desde a também queda de 2,12% registrada na semana finda em 5 de novembro de 2021.

Em 2022 até agora, o dólar recua 1,09%.

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