Economia

Dólar sobe com ajustes pós-Copom e seguindo tendência do exterior

O dólar opera em alta firme ante o real nesta quinta-feira, 6, devido à cautela no exterior e os ajustes pós-Copom. Os investidores precificam a perda de atratividade do País para o investidor estrangeiro, após o corte da Selic a 2% ao ano – menor taxa histórica, que deixa o juro real negativo no País em pelo menos -0,71% ao ano.

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No comunicado da decisão, cujo corte de 25 pontos-base era amplamente esperado, o Comitê de Política Monetária (Copom) deixou aberta a porta para uma eventual nova redução pequena da Selic, de acordo com a avaliação de vários economistas ouvidos pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na terça-feira à noite. Contudo, há também uma corrente de profissionais que apostam em manutenção da taxa este ano e em níveis baixos por muito tempo.

O comitê disse no comunicado que o cenário prescreve estímulo elevado por causa da pandemia de coronavírus, mas pondera que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno. E citou que eventuais novos ajustes ocorreriam com “gradualismo adicional” e “dependerão da percepção sobre a trajetória fiscal, assim como de novas informações que alterem a atual avaliação do colegiado sobre a inflação prospectiva”.

No exterior, o dólar sobe em meio à queda nas bolsas e das commodities, com os investidores à espera de novidades das negociações para o lançamento de um novo pacote fiscal nos Estados Unidos e de desdobramentos das tensões comerciais.

Na Europa, pesam ainda balanços de grandes bancos e empresas da região e após o Banco da Inglaterra (BoE) decidir manter sua política monetária inalterada, o que fortalece a libra ante o dólar.

Às 9h25, o dólar à vista subia 1,35%, a R$ 5,3642. E o dólar futuro para setembro avançava a R$ 5,370 (+1,33%.

Mais cedo, o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 2,34% em julho, após um avanço de 1,60% em junho, divulgou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das estimativas na pesquisa do Projeções Broadcast, que ia de alta de 1,88% a 2,53%, mas acima da mediana de 2,24%.

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