Economia

Dólar sobe a R$ 4,14 respondendo à alta no exterior e a efeito Lula

Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

O dólar renovou a máxima no mercado à vista em R$ 4,1401 (+1,15%) perto do fim da manhã – maior valor desde os R$ 4,1520 registrados durante a sessão de 21 de outubro passado. O dólar futuro de dezembro teve máxima em R$ 4,1450 (+1,01%). O economista da Guide Investimentos, Homero Guizzo, diz que o mercado local acompanha desde cedo, principalmente, a alta do dólar ante seus pares principais e divisas emergentes ligadas a commodities em meio a incertezas com um acordo comercial entre EUA e China.

Em relação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrubou a prisão em segunda instância antes do trânsito em julgado dos processos, Guizzo afirma que o efeito prático da decisão acaba sendo limitado na precificação do dólar, uma vez que há a leitura de que pode até ajudar o governo Bolsonaro, porque agora eles têm uma polarização clara, bem definida, que é útil para o clã político Bolsonaro. “Lula poderia ser um inimigo útil para o clã Bolsonaro. A direita conversa melhor entre ela quando aparece um fato desse”, avalia.

O diretor-superintendente da Correparti, Jefferson Rugik, considera também a valorização do dólar no exterior como fator preponderante para o ajuste positivo ante o real.

Para Rugik, a decisão do STF põe mais pressão sobre a moeda por representar insegurança jurídica, fato este que pode afastar o investidor estrangeiro do país. “Por enquanto, só vimos saída de fundos estrangeiros do mercado local”, diz o executivo. “As remessas de dividendos ao exterior costumam acontecer com maior intensidade a partir da segunda quinzena deste mês”, comenta.

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