Dólar recua com alívio em Treasuries, JGB e valorização de moedas emergentes

O dólar opera em baixa no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 21, cotado perto de R$ 5,35 por volta das 9h50. Marcio Riauba, head da mesa de operações da StoneX, diz que a queda dos rendimentos dos Treasuries e a estabilização dos títulos japoneses (JGB) ajudam a reverter, por enquanto, a pressão de baixa observada na véspera sobre as moedas emergentes, que se valorizam nesta manhã.

Riauba pondera que o mercado ainda está sensível às incertezas geopolíticas externas e ao cenário eleitoral no Brasil.

No exterior, segundo ele, há a percepção de que as tensões diplomáticas envolvendo a Groenlândia podem arrefecer, embora a União Europeia tenha elevado o tom contra possíveis medidas protecionistas na próxima cúpula do G7, nesta quinta-feira, da qual Donald Trump disse que não participará.

No radar está o discurso de Trump no Fórum Econômico Mundial, em Davos. Ele chegou à Suíça após horas de atraso causado por um problema elétrico no Air Force One. O mercado também acompanha dados americanos do setor imobiliário e o início do julgamento da diretora do Fed Lisa Cook na Suprema Corte, em meio à pressão da Casa Branca sobre o banco central.

Na seara eleitoral, nova pesquisa AtlasIntel indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto para 2026 em todos os cenários, com cerca de 48% a 49% no primeiro turno. Ele venceria no segundo turno Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas, Michelle Bolsonaro e outros nomes, embora a vantagem tenha diminuído frente a Flávio. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado, é o mais rejeitado, seguido por Lula.

Na agenda do dia, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) acelerou a 0,44% na segunda prévia de janeiro, após alta de 0,14% em igual leitura de dezembro, segundo a FGV.

Mais cedo, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, que estava em Regime de Administração Especial Temporária (Raet) desde novembro, por extensão da liquidação do Banco Master, seu controlador.

O BRB negocia a venda de uma carteira de quase R$ 1 bilhão em empréstimos a Estados e municípios, com garantia da União, para Itaú e Bradesco, após possíveis prejuízos com ativos do Banco Master.

No Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos do Brasil, Esther Dweck, confirmou que o governo estuda retirar a fiscalização dos fundos de investimento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e levar a função para o Banco Central.