Economia

Dólar recua ante outras divisas fortes, com PMI dos EUA e Fed no radar

O dólar registrou baixa em relação a outras moedas principais hoje, sob pressão após o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. Já a libra avançou diante da possibilidade de que a saída do Reino Unido da União Europeia ocorra por meio de um acordo. Além disso, o peso argentino voltou a recuar, mas em movimento contido por leilões, enquanto mais cedo o yuan atingiu mínimas desde 2008 frente à divisa americana.

No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 106,42 ienes, o euro caía a US$ 1,1085, quase estável, e a libra tinha alta a US$ 1,2256. O índice DXY, que mede o dólar ante outras moedas principais, caiu 0,13%, a 98,170 pontos.

O dólar perdeu força ante outras moedas principais após os números do PMI, divulgados pela IHS Markit. O PMI industrial americano recuou a 49,9 na prévia de agosto, pior que a previsão de 50,3 dos analistas e abaixo da marca de 50,0, o que nessa pesquisa sugere contração da atividade. Investidores aguardavam ainda discursos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no simpósio de Jackson Hole, sobretudo do presidentes da instituição, Jerome Powell, na manhã desta sexta-feira.

Além disso, na Europa a libra se fortaleceu com foco no noticiário do Brexit. Após dias de fraqueza, a moeda britânica foi impulsionada pela avaliação de que ainda é possível um acordo para a saída do Reino Unido da UE. Ontem, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse que há alternativas para um acordo.

Ante divisas de países emergentes e ligados a commodities, o yuan mais cedo atingiu mínimas desde 2008 no mercado local chinês frente ao dólar. Analistas em geral apontam que a moeda tem recuado em linha com a desaceleração econômica chinesa, mas o presidente americano, Donald Trump, vê no movimento uma estratégia para ganhar vantagem no comércio, o que levou o Tesouro dos EUA a declarar a China como manipuladora cambial.

O dólar avançou ainda ante outras moedas emergentes, como o peso argentino. A divisa americana subia a 55,1130 pesos, mas o movimento foi modesto, contido por leilões. O Tesouro vendeu no total US$ 60 milhões hoje, em duas operações regulares, enquanto o BCRA também ofertou Letras de Liquidez (Leliqs). Candidato favorito à presidência, o oposicionista Alberto Fernández afirmou que “não existe a possibilidade” de um calote do país, caso ele seja eleito. / Com informações da Dow Jones Newswires

Tópicos

moedas