A busca por proteção continuou em vigor no mercado de câmbio nesta sexta-feira, 18, com o dólar operando em queda frente a outras moedas fortes, como o euro e o iene. A crise envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve no foco novamente.
No fim da tarde em Nova York, o dólar caía para 109,19 ienes e o euro avançava a US$ 1,1768.
A implementação de uma agenda favorável aos negócios pelo governo Trump continua a ser colocada em xeque pelos investidores. Nesta semana, uma debandada de empresários de conselhos consultivos da Casa Branca fez com que surgissem dúvidas sobre a aprovação de reformas prometidas pelo presidente quando ainda era candidato. Entre essas mudanças, estaria a reforma tributária e o aumento de gastos com infraestrutura.
No entanto, durante a tarde, a demissão do estrategista-chefe do governo, Steve Bannon, fez com que alguns investidores passassem a adotar um tom mais otimista. Bannon representa a ala protecionista do governo Trump e é considerado um dos opositores do diretor do Conselho Econômico Nacional, Gary Cohn, que lidera as reformas econômicas prometidas por Trump. Além disso, Bannon é conhecido como um dos porta-vozes do nacionalismo dentro da Casa Branca e incitador do movimento chamado “extrema-direita alternativa”.
No dia anterior, ataques terroristas na Espanha, que deixaram 14 mortos e mais de 100 feridos, fizeram com que uma busca por segurança ocorresse. Entre as moedas, o iene e o franco suíço se sobressaíram, assim como o ouro, que atingiu o nível mais alto desde novembro.
Além disso, uma forte alta do petróleo fez com que moedas de emergentes e exportadores de commodities ganhassem força. No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 17,7276 pesos mexicanos e recuava a 1,2574 dólar canadense.