O dólar comercial à vista encerrou o pregão desta quarta-feira, 8, no menor patamar em quase um ano. A moeda americana mostrou fraqueza com o petróleo em alta e após a China revelar que as importações recuaram menos que o previsto em maio, o que dá fôlego a outras moedas ligadas à exportação de commodities. A divisa encerrou a sessão cotada a R$ 3,3689, em baixa de 2,28%, o menor valor desde 29 de julho de 2015. Na mínima do dia, a divisa chegou a R$ 3,3671, em queda de 2,33%.
Segundo um operador, o dólar também foi orientado pela expectativa de fluxo cambial positivo com emissões privadas no exterior da Vale, que informou que a demanda pelos bônus 2021 foi de US$ 4,5 bilhões, e também da Cosan e Eldorado Brasil, conforme apurou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.
Na avaliação de João Paulo de Gracia Corrêa, superintendente regional de câmbio da SLW Corretora, também pressiona a moeda para baixo a percepção de queIlan Goldfajn, futuro presidente do Banco Central, é menos propenso a intervenções no mercado cambial. O cenário político conturbado, diz Corrêa, segue no radar. Em razão disso, ele “não descarta volatilidade” na sessão de hoje. “Mas, por enquanto, prevalecem exterior e a visão diferente do novo presidente do BC”.