Mercado fecha em alta: “dólar cai e bolsa sobe”

Moeda norte-americana recua no exterior; Ibovespa avança impulsionado por cenário eleitoral e apetite por risco

Mercado fecha em alta: "dólar cai e bolsa sobe"

O mercado financeiro brasileiro fechou em alívio nesta sexta-feira (21), com o dólar registrando queda e a bolsa de valores em alta. A moeda norte-americana encerrou o dia no menor patamar em pouco mais de 10 dias, enquanto o Ibovespa avançou quase 2%, garantindo uma semana positiva para o índice.

O mercado financeiro observou o dólar comercial cair 1%, fechando a R$ 5,142, seu menor valor desde 10 de agosto.

  • A bolsa de valores, representada pelo Ibovespa, subiu 1,85% e atingiu 171.031,73 pontos, a terceira alta consecutiva.
  • O preço do petróleo Brent valorizou 0,65%, negociado a US$ 94,39 por barril, em meio às tensões no Oriente Médio.

O movimento de alívio no mercado doméstico e internacional foi impulsionado por uma série de fatores. Entre eles, destaca-se o enfraquecimento do dólar no exterior, as expectativas em torno do cenário eleitoral brasileiro e o crescente apetite dos investidores por ativos de risco.

Dólar recua em cenário externo favorável

O dólar comercial à vista registrou uma queda de 1% nesta sexta-feira, fechando a R$ 5,142. Durante o pregão, a moeda chegou a R$ 5,13 por volta das 15h30, marcando o menor nível de fechamento desde 10 de agosto. Na semana, o dólar acumulou uma desvalorização de 1,53%.

Esse resultado foi largamente influenciado pelo comportamento da moeda norte-americana no exterior. O dólar atingiu seu menor nível em três meses, impulsionado pelas expectativas relacionadas às operações de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos Estados Unidos.

O índice DXY, que monitora o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operava próximo dos 98,856 pontos no fim da tarde, acumulando uma queda de cerca de 0,80% na semana. A perspectiva de maior liquidez no mercado de títulos públicos estadunidenses contribuiu para aliviar a pressão sobre o dólar, beneficiando as divisas de países emergentes. O real se destacou entre as moedas com melhor desempenho no dia, ao lado do peso chileno. Além disso, o euro alcançou seu maior valor desde maio, e a libra esterlina atingiu o maior patamar desde fevereiro.

Ibovespa reage e fecha semana em alta

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou com uma robusta alta de 1,85%, alcançando 171.031,73 pontos. Essa foi a terceira alta consecutiva do índice, que chegou ao maior nível desde 10 de agosto. Com este resultado, a bolsa brasileira acumulou um ganho de 2,45% na semana, embora ainda registre uma queda de 3,91% no mês.

As ações de bancos desempenharam um papel fundamental na sustentação do Ibovespa durante o pregão. O fluxo de recursos estrangeiros também permaneceu no radar dos investidores. Dados da B3 indicaram uma saída líquida de R$ 22 bilhões em capital estrangeiro da bolsa brasileira em agosto até o dia 19. A recuperação do índice ocorre após um período de fortes perdas no início do mês.

Por que o petróleo avança?

O preço do petróleo encerrou a sexta-feira em alta, acumulando uma forte valorização na semana. Esse movimento é atribuído à continuidade das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, somadas às incertezas sobre o transporte de cargas pelo Estreito de Ormuz.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, avançou 0,65% (US$ 0,61), fechando a US$ 94,39 por barril. Na semana, a cotação registrou uma valorização significativa de 6,6%. O barril WTI, do Texas, também subiu 0,26% (US$ 0,23), encerrando a sessão a US$ 87,06 por barril, com uma alta de 5,6% na semana.

O transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo dos níveis pré-conflito, e o tráfego de petroleiros no Mar Vermelho também enfrenta restrições. As negociações entre Estados Unidos e Irã seguem paralisadas, mantendo no mercado o temor de novos impactos na oferta e no transporte internacional de petróleo.

Da IstoÉ com Reuters.