O dólar comercial encerrou a terça-feira (27) em queda de 0,97%, cotado a R$ 5,35, após registrar uma forte valorização no primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O movimento representou uma recuperação parcial do real, mas não foi acompanhado pela Bolsa brasileira, que voltou a registrar perdas.
O Ibovespa, principal índice da B3, terminou a sessão aos 175.710 pontos, recuo de 0,51%.
Na segunda-feira (26), o mercado havia registrado uma forte reação ao resultado das eleições presidenciais, com alta de 8,21% do dólar e queda de 13,88% do Ibovespa.
A volatilidade reflete o reposicionamento de investidores diante das perspectivas econômicas para o próximo mandato presidencial.
Dólar devolve parte da alta registrada após eleição
A moeda americana começou a semana com forte valorização diante do real.
O movimento ocorreu após a confirmação da vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais.
Na terça-feira, entretanto, parte dos investidores realizou operações que contribuíram para reduzir a cotação do dólar.
A moeda encerrou o pregão em R$ 5,35, queda de 0,97%.
Apesar do recuo, o dólar permaneceu acima dos níveis registrados antes da eleição.
A variação também foi influenciada pelo cenário internacional e pelas expectativas sobre a política econômica brasileira.
Ibovespa registra nova queda
Enquanto o câmbio apresentou uma acomodação, a Bolsa brasileira enfrentou mais um dia de instabilidade.
O Ibovespa abriu a terça-feira em alta e chegou a superar os 178 mil pontos durante a sessão.
Ao longo do dia, entretanto, perdeu força e encerrou o pregão aos 175.710 pontos.
O resultado representou uma queda de 0,51%, depois do tombo de 13,88% registrado na segunda-feira.
O desempenho negativo foi influenciado por ações de grandes empresas, incluindo companhias dos setores de mineração e petróleo.
As oscilações refletem fatores domésticos e internacionais, como preços das commodities, expectativas de juros e decisões dos investidores.
Mercado acompanha definições da política econômica
Após a eleição, investidores passaram a acompanhar com atenção as perspectivas para a condução da economia a partir de 2027.
Entre os principais pontos observados estão as regras fiscais, a trajetória da dívida pública, o controle da inflação e a composição da equipe econômica.
A expectativa por anúncios do governo pode influenciar o comportamento dos ativos financeiros nas próximas sessões.
Entretanto, as oscilações de curto prazo não permitem determinar, isoladamente, os efeitos futuros da política econômica.
Juros futuros também apresentam ajustes
O mercado de juros registrou movimentos de acomodação depois da forte turbulência observada na segunda-feira.
As taxas de contratos futuros recuaram em determinados vencimentos, acompanhando a queda do dólar e mudanças nas expectativas dos investidores.
Operações realizadas pelo Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos também contribuíram para o ambiente de negociação.
Os juros futuros são utilizados como referência para expectativas sobre a taxa básica de juros e o custo do dinheiro ao longo do tempo.
Suas variações podem influenciar diferentes modalidades de financiamento e investimento.
O que esperar dos próximos pregões?
A atenção do mercado permanece voltada para anúncios econômicos do governo brasileiro e decisões de política monetária no exterior.
Nesta quarta-feira (28), investidores também acompanham o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, e suas indicações sobre a trajetória dos juros americanos.
No Brasil, novas informações sobre a equipe econômica e as prioridades fiscais poderão influenciar o câmbio, a Bolsa e o mercado de títulos.
Os movimentos observados até agora demonstram um período de volatilidade, sem estabelecer uma tendência definitiva para os próximos meses.
Da IstoÉ