Economia

Dólar cai ante rivais, com Fed disposto a agir e otimismo com remédio

O dólar recuou ante outras moedas fortes nesta quarta-feira, 29, após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) se mostrar disposto a injetar mais liquidez no sistema financeiro e também com o otimismo do mercado sobre avanços nos testes de um remédio para covid-19.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 106,61 ienes, enquanto o euro avançava a US$ 1,0883 e a libra subia a US$ 1,2464. O índice DXY, que mede a variação da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, caiu 0,30%, a 99,565 pontos.

“O dólar está mais fraco em relação às principais moedas, à medida que o apetite por risco persiste”, comentam analistas do Brown Brothers Harriman (BBH). Desde o início do pregão, prevalece o otimismo no mercado com o anúncio da farmacêutica Gilead Sciences de que houve avanços no estudo para verificar a eficácia do antiviral remdesivir no tratamento de covid-19.

À tarde, a sinalização do Federal Reserve de que pode tomar mais medidas para garantir liquidez no mercado ampliou a fraqueza da moeda americana. O BC dos Estados Unidos também decidiu manter os juros na faixa entre 0% e 0,25%.

Além disso, o dólar foi pressionado pela retração anualizada de 4,8% do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no primeiro trimestre do ano. “O dólar está na defensiva enquanto os EUA avançam em direção à recessão”, diz o analista de mercado Joe Manimbo, do banco americano Western Union.

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A alta do euro, por sua vez, “têm mais a ver com a fraqueza do dólar do que com sua força”, segundo Kathy Lien, diretora-gerente de estratégia de câmbio do BK Asset Management. A analista ressalta que o foco agora será a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) amanhã.

Ante moedas emergentes e ligadas a commodities, a moeda americana caía a 23,8092 pesos mexicanos, a 73,188 rublos russos e a 18,1618 rands sul-africanos, no final da tarde em Nova York, mas subia a 66,7255 pesos argentinos. A divisa da Argentina tem sido pressionada pelo processo de renegociação da dívida do país com credores privados.

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