Economia

Dólar avança ante rivais com corte da juros dos EUA pelo Fed

O dólar avançou ante rivais nesta quarta-feira, dia em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou corte de 25 pontos-base na taxa básica de juros dos Estados Unidos, levando-a para a faixa de 1,75% a 2,00%. Contudo, setores do mercado avaliam que o tom emitido pela instituição não foi tão “dovish” quanto se esperava.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 108,37 ienes, enquanto o euro caía a US$ 1,1043 e a libra se fortalecia a US$ 1,2508. O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de outras seis rivais, teve alta de 0,30%, a 98,561 pontos.

Nesta quarta, o Fed anunciou corte de juros, o que tenderia a pressionar o dólar. O movimento verificado, no entanto, foi de fortalecimento da moeda americana. “Para decepção de todos, o presidente do Fed, Jerome Powell, forneceu informações limitadas sobre futuras mudanças nas políticas. Segundo o banco central, o mercado de trabalho e os gastos das famílias são fortes, os ganhos de emprego são sólidos e o crescimento econômico moderado”, diz a diretora de estratégias de câmbio do BK Asset Management, Kathy Lien.

O gráfico de pontos da decisão de política monetária americana mostrou que sete dos dirigentes acreditam em um corte de mais 0,25 ponto-base nos juros até o fim de 2019. Já cinco preveem manutenção da taxa e outros cinco, uma alta para a banda entre 2,00% e 2,25%.

Também houve revisão para cima nas previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país: de avanço de 2,1%, de junho, para 2,2%. O ajuste mostra que os dirigentes veem um ambiente menos desfavorável à economia dos EUA em relação à última reunião, o que pode tornar a possibilidade de um novo corte nas taxas de juros levemente mais afastada.

O tom “menos dovish” do que o esperado, como diz um relatório do Stifel divulgado a clientes, apoiou a moeda americana, apesar de seu recuo ante a libra esterlina. A divisa do Reino Unido ganhou força na véspera da decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que deve manter a taxa de juros do país intacta.

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