Dólar avança ante o euro, de olho nos sinais do Fed

O dólar se valorizou em relação ao euro e algumas outras moedas fortes nesta segunda-feira, 7, embora sem sinal único, com investidores de olho nos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O aperto monetário nos Estados Unidos tende a apoiar a moeda, o que em geral ocorreu hoje. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, atingiu máxima desde dezembro durante o pregão, a 92,749.

No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 109,02 ienes e o euro recuava a US$ 1,1929.

O Danske Bank afirmou que operadores apostavam fortemente na valorização da moeda e que na semana passada eles reduziram agressivamente apostas de queda da divisa. O dólar tem sido apoiado em parte pelos sinais do BC americano. O presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, defendeu hoje que a instituição continue com as altas de juros. Segundo ele, o nível atual da taxa dos juros ainda impulsiona a economia. Barkin tem direito a voto nas decisões de política monetária neste ano, mas não disse se defende mais dois ou três aumentos de juros em 2018.

O dólar tem ainda sido apoiado recentemente pela escolha de Larry Kudlow como principal assessor econômico do presidente americano, Donald Trump. Kudlow é um defensor do dólar forte, com a avaliação de que isso não prejudica as exportações.

Ante outras divisas, o dólar avançou em relação ao rublo, no dia da posse do presidente Vladimir Putin para um novo mandato na Rússia. Em seu discurso de posse, Putin disse que terá como foco a melhora das condições econômicas, em seu quarto mandato.