Economia

Dólar à vista inverte para alta com piora da percepção de risco e Fed no foco

O dólar ante o real inverteu pontualmente o sinal para alta no mercado à vista na manhã desta quarta-feira, 13, após o dólar futuro de julho ter registrado máxima aos R$ 3,7225 (-0,04%). O dólar à vista chegou a subir aos R$ 3,7167 (+0,06%) mas, às 10h38, voltava a ceder, aos R$ 3,7127 (-0,06%).

O economista-chefe da corretora Nova Futura, Pedro Paulo da Silveira, diz que a posição de cautela do mercado está bem representada no dólar futuro, na queda do Ibovespa e na alta dos juros para 2019 (7,19% – pouco antes do fechamento deste texto).

Para ele, a manutenção do dólar nesse patamar sinaliza que a dinâmica dos preços dos ativos brasileiros ainda está absorvendo o aumento da percepção de risco em relação aos emergentes, em geral, e ao Brasil, em particular.

Ele destaca o aumento do risco medido pelo CDS de cinco para a região dos 260 pontos, sugerindo que o problema está restrito aos ativos negociados em reais. A mudança desse patamar de risco, mesmo dependente da piora da situação dos mercados globais, pode acelerar a queda dos preços dos ativos brasileiros, prevê.

O diretor da Correparti Jefferson Rugik diz que o importador está participando do mercado e algumas tesourarias de bancos recompõem posições, em função de alguma surpresa que possa acontecer na definição de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), logo mais às 15 horas. “Há receio de um Fed mais agressivo. O BC deve colocar mais um leilão de swap ainda hoje”, aposta Rugik.

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