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Tiroteio termina em quatro mortos em base aeronaval dos EUA

Tiroteio termina em quatro mortos em base aeronaval dos EUA

(Arquivo) USS John F. Kennedy retratado em 2004 na Estação Aérea Naval em Pensacola, Flórida, onde um atirador teria sido morto - US NAVY/AFP/Arquivos

O agressor e três outras pessoas morreram nesta sexta-feira (6), em um tiroteio na base aeronaval de Pensacola, no noroeste da Flórida – informaram autoridades americanas, que descreveram o episódio “como a cena de um filme”.

“Neste momento temos quatro mortos”, declarou em coletiva de imprensa o xerife do condado de Escambia, David Morgan.

Oito pessoas foram levadas para hospitais da região. Quatro morreram, incluindo o agressor. Outras três pessoas receberam atendimento médico no local.

O ataque ocorreu às 6h30 (9h30 no horário de Brasília).

“Caminhar pelo local do crime foi como estar na cena de um filme”, descreveu o xerife. “A gente nunca espera que isso aconteça na nossa casa (…), mas aconteceu”.

O atirador foi controlado por dois policiais locais, que ficaram feridos, mas devem se recuperar.

O acesso à base continua bloqueado e uma investigação está sendo conduzida.

“É um dia trágico para a cidade de Pensacola”, disse o prefeito Grover Robinson.

O presidente americano, Donald Trump, foi informado sobre o tiroteio, segundo a Casa Branca.

O tiroteio ocorre um dia depois que duas pessoas morreram e uma terceira ficou ferida na base de Pearl Harbor, no Havaí. Elas foram mortas por um marine que abriu fogo e depois cometeu suicídio com um tiro na cabeça.

As duas vítimas fatais eram funcionários civis do Departamento da Defesa, do mesmo modo que o ferido, que está internado em condição estável.

A base é a sede da Frota do Pacífico e também abriga elementos da Força Aérea americana.

Este episódio foi registrado três dias antes do 78º aniversário do ataque japonês a Pearl Harbor, no qual morreram 2.403 militares americanos em 1941. O incidente provocou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Em 2016, o Pentágono flexibilizou as regras sobre o porte de armas de fogo pelas tropas em instalações do governo, em resposta a uma série de ataques fatais contra militares.

Militares em determinadas funções podem portar armas, mas, com as novas regras, os comandantes podem autorizar o transporte de armas de propriedade privada.