Coronavírus

Doenças orais podem agravar sintomas da Covid-19

Doenças orais podem agravar sintomas da Covid-19

Doenças orais podem agravar os sintomas de Covid-19

Pesquisas atuais demonstram que infecções e inflamações na boca podem levar à forma mais grave da doença e dos sintomas da Covid-19. “O problema é que esses estudos mostraram a presença de SARS-CoV-2 em altas concentrações em tecidos gengivais inflamados”, afirma o cirurgião dentista Mauro Macedo (Mestre em Odontologia do Brasil e de Portugal).

Trabalhos recentes afirmam que inflamações na cavidade oral podem abrir portas para o coronavírus tornando-o mais virulento (contribuindo para o agravamento dos sintomas), evoluindo para consequências clínicas gravíssimas nesses pacientes, podendo culminar, inclusive, na morte pelo agravamento da doença.


Desde o início da doença, em 2019, cientistas vêm publicando diversos artigos que sugerem a associação da doença periodontal com o a Covid 19. A periodontite é uma doença comum, mas pode ser prevenida e tratada.

Estudos laboratoriais confirmam que o coronavírus se aloja em vários pontos da boca, mantendo-se ativo e potencialmente infeccioso, principalmente, diante de focos inflamatórios na cavidade oral.

“Tecidos inflamados que revestem a cavidade bucal são prováveis portas abertas para infecção, replicação e transmissão do Sars-CoV-2, pois apresentam células capazes de permitir a entrada do coronavírus no hospedeiro”, explica a odontóloga Elisa Grillo, pesquisadora voluntária do Hospital Universitário da UnB (HUB).

Em um estudo do “Journal of Clinical Periodontology”, realizado com mais de 500 pacientes infectados pelo Sars-CoV-2, foi descoberto que pacientes com doença gengival tinham 3,5 vezes mais probabilidade de serem internados nas unidades de terapia intensiva (UTIs), e um risco 4,5 vezes maior de necessitar de um ventilador. O risco de morte pela doença nesses mesmos pacientes foi 9 vezes mais em comparação com os pacientes de covid que apresentam gengiva saudável.

“A prevenção sempre será melhor do que o remediar”, alerta Mauro Macedo.