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Djokovic visita mosteiro ortodoxo; técnico revela que tenista está mentalmente abalado

Crédito: Reprodução Twitter

Todo imbróglio envolvendo a não comprovação da imunização contra Covid-19 de Novak Djokovic causou sua deportação da Austrália na última semana. Como consequência, o sérvio não conseguiu disputar o primeiro Grand Slam da temporada, o Australian Open.

Depois da repercussão negativa sobre o caso, o tenista viajou até Montenegro na última quinta-feira e decidiu visitar um mosteiro ortodoxo Ostrog, em Danojevici, nesta sexta-feira (21). A confirmação da visita foi feita pelo perfil da família Djokovic.


“Quando você tem fé em Deus, não precisa se preocupar com o futuro. Você simplesmente sabe que está tudo em Suas mãos. Você apenas vai e faz o seu melhor”, publicou o perfil.

De acordo com o técnico do tenista, Marian Vajda, uma das possibilidades para a visita seria a parte mental do sérvio. O treinador entende que Djokovic está abalado com tudo que aconteceu.

“Não me comuniquei com ele desde que chegou a Belgrado. É claro que isso o deixou mentalmente abalado, vai machucá-lo por muito tempo e será difícil tirar da cabeça. Não consigo imaginar como ele lidou com isso, deve ter sido um sofrimento enorme. Ele suportou humildemente todas as medidas, mas o que fizeram com ele deve marcá-lo. Foi um processo político”, disse Vajda, ao “Sport Klub”.

Novak foi barrado na Austrália por não comprovar que tomou a vacina contra a Covid-19. Além disso, o protocolo australiano permite que a pessoa não tome o imunizante mediante uma exceção médica, o que não foi apresentado pelo sérvio. Com isso, Djokovic passou a semana nos noticiários por conta do caso.

“Foi uma decisão insalubre e injusta, baseada na suposição de que Djokovic poderia fazer ou influenciar algo que ainda não havia acontecido”, disse Vajda para explicar a suposição feita pelas autoridades australianas de que a permissão de entrada para o sérvio seria um álibi para possíveis manifestações antivacina.