O tenista sérvio Novak Djokovic anunciou neste domingo (4) que está deixando a Associação de Tenistas Profissionais (PTPA), da qual foi cofundador em 2020, citando “preocupações com a transparência e a governança” da organização.
A PTPA, fundada pelo atual número 4 do mundo e pelo canadense Vasek Pospisil, entrou com ações judiciais contra os órgãos reguladores do tênis, denunciando um “sistema corrupto, ilegal e abusivo” e apontando especificamente para “um calendário insustentável”, com torneios programados em onze dos doze meses do ano.
“Após muita reflexão, decidi me afastar completamente da PTPA. Essa decisão decorre de preocupações contínuas com a transparência, a governança e a forma como minha voz e minha imagem têm sido representadas”, explicou o sérvio em sua conta no X.
“Tenho orgulho da visão que eu e Vasek compartilhamos ao fundar a PTPA, dando aos jogadores uma voz mais forte e independente, mas ficou claro que meus valores e minha perspectiva não estão mais alinhados com a atual diretoria da organização”, acrescentou o tenista de 38 anos.
“Continuarei focado no meu tênis, na minha família e em contribuir para o esporte de maneiras que reflitam meus princípios e minha integridade. Desejo aos jogadores e a todos os envolvidos o melhor em seus futuros empreendimentos, mas para mim, esse capítulo está encerrado”, concluiu o sérvio.
Djokovic deverá participar do torneio ATP 250 em Adelaide (12 a 17 de janeiro) como preparação para o Aberto da Austrália (18 de janeiro a 1º de fevereiro).
Em março de 2025, a PTPA, juntamente com cerca de vinte jogadores, iniciou ações judiciais nos Estados Unidos, no Reino Unido e na União Europeia contra a ATP e a WTA, que regem respectivamente os circuitos masculino e feminino, contra a Federação Internacional de Tênis (ITF) e contra a Agência Internacional de Integridade do Tênis (ITIA). Essas instituições são consideradas “corruptas” pelos demandantes, que alegam que elas “abusaram, silenciaram e exploraram sistematicamente os jogadores para aumentar seus lucros por meio de controle monopolístico”.
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