Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, discordou de fala de Dorival Júnior, técnico do Corinthians, sobre o número de jogadores estrangeiros permitidos no elenco das equipes no Brasil. O comandante da equipe alvinegra se mostrou a favor da redução do número total, que hoje é de nove atletas em cada jogo.
“Com todo o respeito que eu tenho pelo Dorival Júnior, não é hora de falar sobre redução de estrangeiros no futebol brasileiro. Há apenas dois anos, os clubes aprovaram uma mudança importante, aumentando as vagas disponíveis para atletas que vêm do exterior. Temos de respeitar as regras e os contratos vigentes. Senão vira uma bagunça”, disparou o dirigente em entrevista ao portal Ge.
Na última quinta-feira, Dorival defendeu a diminuição do número de estrangeiros na coletiva de imprensa após a vitória por 1 a 0 sobre o Athletico-PR, válida pelo Campeonato Brasileiro.
“O futebol brasileiro sempre está na contramão. É preciso diminuir o número de estrangeiros. Estamos penalizando uma geração e futuramente pagaremos por isso, como a Itália pagou ao ficar fora de duas Copas do Mundo”, falou o treinador.
“Sei que o Dorival teve as melhores intenções e que ele só quer o bem do nosso futebol, mas não podemos ficar alterando regras a todo momento. É importante, sim, discutirmos esse e outros temas, mas no momento certo e dentro dos fóruns competentes”, completou Barros.
Em entrevista à ESPN, Anderson também rebateu Marcelo Paz, executivo de futebol do Corinthians, que criticou o uso dos gramados sintéticos no País. Ele relatou que não gosta da prática e que os jogadores também reprovam atuar neste tipo de piso.
“Como o Marcelo Paz pode criticar o uso de grama sintética se, até o ano passado, ele era o CEO da SAF do Fortaleza, que manda os seus jogos em um dos piores campos do futebol brasileiro? Temos de parar com esta discussão hipócrita e focar no que realmente importa, ou seja, na qualidade dos nossos campos, independentemente do tipo de grama”, disse.