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Dirceu, o próximo

PRISÃO Esgotados os recursos da defesa no TRF4, Dirceu deve voltar para a cadeia (Crédito:Dida Sampaio)

Prevalecendo a tese da prisão após a condenação em segunda instância, o próximo da fila após Lula deve ser o ex-ministro José Dirceu. Entrou na pauta de julgamentos do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) os embargos infringentes movidos pela defesa de Dirceu. O recurso está pautado para ser apreciado no próximo dia 19 de abril. É um dos últimos passos do caso de Dirceu em segunda instância. No TRF4, ele foi condenado a 30,9 anos de prisão. Ele encontra-se agora em liberdade assistida, morando em Brasília, com uso de tornozeleira eletrônica. A defesa do ex-ministro usará todas as cartas que tem na manga. Mas, esgotados os seus recursos, mantida a tese da prisão em segunda instância, Dirceu deverá voltar para a cadeia.

Lula na Copa

Antes da bola rolar nos gramados da Copa na Rússia, em junho, Lula deverá ser alvo de nova condenação pelo juiz Sergio Moro. Lula é acusado de ter ganho um duplex em São Bernardo, ao lado do apartamento em que reside. E um terreno para o Instituto Lula, no valor de R$ 12 milhões. Os dois presentinhos lhe foram dados pela Odebrecht em troca de facilidades em negócios na Petrobras.

Nova pena

O processo está em fase de alegações finais e a sentença deve sair em maio ou junho. Nesse caso, o ex-presidente pode pegar uma nova pena em torno de 12 anos de prisão. E terá que ver os jogos da Copa na cela da PF de Curitiba, onde deverá ficar preso. E há ainda o caso do sítio em Atibaia, que deverá contabilizar mais outra condenação.

Riso e silêncio

Fátima Meira

O advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, resume o clima na defesa de Lula no julgamento no STF na quarta-feira 4. Confiante após o primeiro intervalo, ele brincava que lamentava que Gilmar Mendes tinha viajado para Lisboa, porque não haveria nenhuma briga dele com Luís Barroso para divertir a plateia. No final do julgamento, Kakay estava mudo.

Rápidas

* O ministro do Tribunal de Contas da União Benjamim Zymler disse, durante uma aula magna de uma turma de pós-graduação na quinta-feira 5, que a partir de 2019 a União vai enfrentar sérias dificuldades para cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

* Segundo ele, será necessária autorização legislativa para quitar salários, pensões e aposentadorias. “Não estou falando de nada sigiloso. Essas informações estão disponíveis em bancos de dados públicos”, afirmou.

* Trabalhadores em telefonia estão fazendo pressão no Congresso contra projeto que obriga as empresas do setor a instalar e manter bloqueadores de celular nos presídios. Alegam que o projeto coloca suas vidas em risco, já que eles virariam potenciais alvos dos criminosos.

* Eles dizem que não têm treinamento para atuar dentro das cadeias, especialmente numa situação de rebelião. Em países como os Estados Unidos e o Canadá, há empresas especializadas nesse tipo de serviço.

Retrato falado

“O Estado contribui de forma eficaz para garantir o direito das mulheres” (Crédito:Divulgação)

O ministro dos Direitos Humanos comemorou esta semana a sanção de duas leis importantes para assegurar o direito das mulheres e promover a igualdade de gênero. A primeira torna crime o descumprimento de medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha. O segundo torna atribuição da Polícia Federal investigar mensagens na internet que difundam conteúdo misógino e que propaguem o ódio ou a aversão às mulheres. Gustavo Rocha articulou a aprovação e a sanção dos dois projetos.

Assessor de Gilmar

Renato Parente, responsável por cuidar da Comunicação do ministro Gilmar Mendes na presidências do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2008, está sendo processado na Justiça Federal por falsidade ideológica. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), recebida pela 10ª Vara da Justiça Federal, o assessor de Gilmar, “livre e conscientemente, inseriu, em documento público, declaração ideologicamente falsa”. Sem ter diploma de nível superior, Parente teria feito isso para tomar posse como Secretário de Comunicação do TST. Atualmente, ele trabalha na Comunição do IDP, de Gilmar Mendes, e da Igreja Universal.

Toma lá dá cá

Divulgação (Crédito:Divulgação)

Senador Cristovam Buarque (PPS-DF)

O senhor está propondo uma sessão especial do Senado para discutir a volta da racionalidade?
É preciso discutir imediatamente o fim desse clima de ódio e de intolerância. Não podemos chegar às eleições nesse clima.

E o que o senhor propõe?
Proponho que se construa um compromisso de paz durante a campanha. Não podemos ir às urnas tendo o ódio como conselheiro.

Qual é o grande risco?
Quando se vota com ódio, o sentimento é somente de destruição do adversário. Não estamos na hora de destruir. Estamos na hora de construir.

E a calma basta?
A partir de um clima de construção, temos de pensar em um projeto para o país. Senão, é achar que se cura com Rivotril. Além do Rivotril, a pessoa precisa de um projeto de vida. Eu conversava sobre esse clima com o deputado Orlando Silva (PCdoB-BA). Ele me aconselhou assistir ao show de Chico Buarque…

O senhor foi?
Não. Eu seria vaiado. É esse o clima que precisamos mudar…

 

Helicóptero

Divulgação

Os vultosos recursos do Fundo Partidário servem para pagar despesas dos partidos. Mas não é assim que pensa o presidente do Pros, Eurípedes Júnior. Ele chegou a comprar um helicóptero com o dinheiro do partido, que é usado sem pudores por ele. Eurípedes também comprou com a grana do Pros uma gráfica onde imprimi material de suas campanhas.

A filha também usa

O helicóptero, aliás, custou R$ 2,4 milhões e cruzou o céu de Brasília com a filha do presidente do Pros, Giovanna Yule, a bordo. Ela fez questão de postar o voo panorâmico em uma rede social. Ele também adora ostentar a aeronave. Viajou a bordo dela, por exemplo, para um churrasco na casa do ex-jogador de futebol Marcelinho Carioca.

Afif no páreo

Wenderson Araujo

Muitos são os analistas que encontram semelhanças entre a eleição de outubro deste ano e a de 1989. Depois de Fernando Collor, eleito em 1989, outro nome que estava naquele pleito articula-se para voltar a disputar agora. Trata-se do presidente do Sebrae, Afif Domingos. Se entrar, Afif pretende centrar seu discurso na geração de empregos.

 


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