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Diplomacia dos EUA espera que o próximo governo faça ‘bom uso’ da pressão contra o Irã

Diplomacia dos EUA espera que o próximo governo faça ‘bom uso’ da pressão contra o Irã

O secretário de Estado dos EUA Mike Pompeo (e) e o ministro das Relações Exteriores do Catar Mohammed ben Abdulrahman Al-Thani, em Doha - POOL/AFP

Um alto responsável americano disse neste domingo (22) que espera que o próximo governo em Washington faça “bom uso” da relação de forças instaurada pela campanha de “pressão máxima” do presidente Donald Trump contra o Irã.

“Esse governo de agora até 20 de janeiro foi escolhido pelos americanos e continuará aplicando suas políticas até o final de seu mandato”, afirmou este responsável do Departamento de Estado em Abu Dhabi, uma das etapas da visita pelo Oriente Médio do chefe da diplomacia americana Mike Pompeo.

O responsável, que falou sob anonimato à imprensa que acompanha Pompeo, pareceu reconhecer implicitamente que o poder passará ao presidente eleito, o democrata Joe Biden, cuja vitória Donald Trump continua recusando-se a reconhecer.

O secretário de Estado Mike Pompeo alertou que continuará multiplicando as sanções contra Teerã.

“Espero que [o próximo governo] faça bom uso desta relação de forças favorável que o governo tenta obter para fazer com que os iranianos se comportem como um país normal”, insistiu o funcionário.

Há diversas especulações sobre as ações que o governo Trump poderia empreender, como a incorporação dos rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, à lista negativa de “organizações terroristas”, e incluive a hipótese, não confirmada, de ataques contra locais iranianos.

Os detratores do governo republicano o acusam de querer tornar a escalada com Irã irreversível, para que Biden não possa retomar o diálogo.

“Não é segredo para ninguém que este governo aplica há vários anos esta campanha de pressão máxima contra o Irã”, afirmou, falando de um “grande sucesso”.

Em 2018, Trump retirou os Estados Unidos do acordo internacional assinado três anos antes com o Irã para impedir-lhe de desenvolver a arma nuclear. Depois restabeleceu e endureceu as sanções contra Teerã.

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