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Diagnóstico certeiro

O avanço dos testes genéticos e de imagem eleva as chances de detecção precoce das doenças, aumentando suas chances de cura

Crédito: Cecilie_Arcurs

O progresso da tecnologia e o crescimento da medicina baseada no conhecimento genético estão entre os principais fatores que colaboraram nos últimos anos para o aumento da precisão na medicina diagnóstica. A partir de um teste genético, sabe-se hoje se uma mulher sadia corre risco de desenvolver câncer de mama ou de ovário. Ou se uma criança possui no DNA o mesmo defeito apresentado por familiares e que a coloca em risco para uma doença cardíaca. Dispor desse tipo de informação é chave para prevenção do desenvolvimento da enfermidade, nos casos nos quais isso é possível, e também para nortear os tratamentos.

Detectar essa predisposição antes que a enfermidade apresente sintomas faz parte da rotina de laboratórios conceituados e grandes centros de diagnósticos do País. Além das análises clínicas, a medicina diagnóstica conta com os progressos nas áreas dos exames de imagem e de patologia. “Conseguimos identificar patologias de maneira mais rápida e precoce”, afirma Jeane Tsutsui, diretora executiva médica do Grupo Fleury, um dos principais do País na área de diagnóstico. “Dessa maneira, os exames também asseguram maior precisão na indicação do tratamento”, completa.

“Os exames também asseguram maior precisão na indicação do tratamento” Jeane Tsutsui, diretora do Fleury (Crédito: Luis Benedito)

A oncologia e a cardiologia são as áreas que mais obtiveram ganho com o avanço dos exames. E não apenas pelo diagnóstico precoce, mas por ajudar os especialistas a dar um direcionamento mais eficaz e personalizado ao tratamento. “A partir de um ultrassom da carótida registramos estágios iniciais do comprometimento das artérias do coração e iniciamos o tratamento se necessário”, explica José Armando Mangione, Coordenador do Núcleo de Cardiologia da BP-Beneficência Portuguesa de São Paulo. “Ou podemos fazer uma angiotomografia, que também tem nos ajudado a observar placas de gordura nas artérias do coração em estágios ainda iniciais. Antes, o que tínhamos à mão era o cateterismo, um método invasivo, ainda hoje utilizado, mas em casos especiais”, diz Mangione.

Os exames de imagem também passaram por grande evolução. “Hoje são os mais utilizados na prevenção e no pós tratamento para acompanhar o resultado das ações”, diz Leonardo Vedolin, diretor de Radiologia e Diagnóstico por Imagem do Alta Excelência Diagnóstica. “Estamos entrando em um segundo momento, que é o de extrair o maior número de informações fornecidas pelos exames para usá-las na medicina preventiva e na medicina personalizada”, afirma Vedolin.

Por que os exames estão melhores

Nunca o conhecimento do DNA humano foi tão grande. Isso permite a identificação dos genes associados às doenças. A análise pode ser feita por meio de amostras de sangue ou de saliva

Uma das principais áreas beneficiadas é a oncologia. Hoje se sabe que um tumor é diferente do outro de acordo com algumas características, entre elas as genéticas

O conhecimento garante tratamentos personalizados

Os exames de imagem estão mais sofisticados. A melhor visualização possibilita inclusive a confirmação de diagnósticos antes feitos somente por avaliação clínica, como a Doença de Alzheimer

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