NAPOLES, 12 NOV (ANSA) – O ministro das Relações Exteriores da Itália, Luigi Di Maio, pediu para o governo italiano enviar o Exército para ajudar os hospitais da região da Campânia, no sul do país, na luta contra a segunda onda do novo coronavírus (Sars-CoV-2).
“Há uma emergência dentro da emergência e estas são as imagens que chegam dos hospitais da Campânia”, disse ele em um vídeo ao vivo no Facebook.
Segundo o chanceler italiano, “a saúde está em grande dificuldade em todo o sul: o Exército e a Defesa Civil devem ir para reforçar nossos médicos e enfermeiras que estão exaustos”.
A região da Campânia tem sido afetada intensamente pela segunda onda do coronavírus. Nos últimos dias, longas filas de ambulâncias foram registradas próximas a todos os hospitais de Nápoles. Ontem, inclusive, um vídeo de um paciente com suspeita de Covid-19 morto em um banheiro de um centro médico viralizou e provocou polêmica sobre a emergência sanitária.
Atualmente, o território no sul da Itália está classificado como zona amarela, que prevê apenas as regras de prevenção que valem para todo o país. Com o agravamento da situação e aumento no número de casos, a Unidade de Crise Regional da Campânia passará a região para a faixa vermelha. “O estabelecimento de zonas vermelhas nas cidades da Campânia, onde existe um alto nível de infecções e onde uma redução drástica da mobilidade é essencial, em coordenação com as prefeituras e municípios competentes, está sendo decidido para garantir o indispensável uso da polícia para controlar os territórios”, diz o comunicado.
As novas restrições devem ser apresentadas entre sábado (14) e domingo (15). A expectativa é de que até as festas de fim de ano sejam afetadas. “É óbvio que será um Natal diferente. Grandes festas não serão possíveis, você terá que estar com sua família”, relatou o consultor do Ministério da Saúde, Walter Ricciardi.
Durante a live na rede social, Di Maio afirmou ainda que o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza, tem sua confiança, mas “se houver filas de 30 horas fora dos hospitais”, a região precisará ser declarada como zona vermelha.
“Temos 600 mil positivos e as curvas pioram e, apesar de tudo, ainda vejo negacionistas”, acrescentou ele, ressaltando que “são necessárias zonas vermelhas onde existem situações em hospitais descontrolados, e depois Exército e proteção, mas também colaboração institucional”. (ANSA).