O mundo da música completa neste sábado, 10, dez anos sem David Bowie, astro inglês que revolucionou o rock para o que conhecemos hoje. O artista faleceu vítima de um câncer de fígado em 2016, dois dias após completar 69 anos e lançar seu 25º álbum de estúdio, “Blackstar”. Desde então, deixou apenas saudade para quem teve o prazer de conhecer seu trabalho e sua importância como força criativa no mundo artístico.
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Na época, a lenda do rock – que estava afastada dos holofotes há alguns anos -, optou por não noticiar o diagnóstico de câncer, descoberto 18 meses antes, até sua morte.
Amigos próximos do cantor, como o produtor musical Brian Eno, relataram o choque de receberem a notícia de sua morte: “Recebi um e-mail dele há sete dias… Percebo agora que ele estava se despedindo”, afirmou, segundo a People. Elton John, Madonna e Mick Jagger também se manifestaram pelas redes sociais.
Fãs de Bowie consideram que seu último álbum consiste em uma despedida: além das letras profundas e enigmáticas — sua marca registrada —, o inglês também divulgou dois clipes impactantes (“Blackstar” e “Lazarus”), considerados por muitos como alusões à própria morte.
Vencedor de cinco prêmios Grammy póstumos por “Blackstar”, David Bowie é conhecido como o “Camaleão do Rock”. Ele experimentou diferentes estilos de roupa, música e cabelo, além de criar alter egos e videoclipes icônicos, sem nunca ter medo de mostrar quem realmente era.
“Sou um ator”, disse ele à revista PEOPLE em setembro de 1976. “Toda a minha vida profissional é uma atuação. Transito de uma persona para outra com muita facilidade. Uma persona leva à outra, e os comentários extremos a forçam em outra direção.”
Os maiores hits de David Bowie
Changes (1971)
Under Pressure, com o Queen (1981)
Starman (1972)
Heroes (1977)
Let’s Dance (1983)