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Deus, pátria, família: Bolsonaro lança novo partido

Deus, pátria, família: Bolsonaro lança novo partido

O presidente Jair Bolsonaro (C) durante o lançamento de seu novo partido, Aliança pelo Brasil, em 21 de novembro de 2019 em Brasília - AFP

O presidente Jair Bolsonaro iniciou nesta quinta-feira (21) o processo oficial para a criação de um novo partido, o Aliança pelo Brasil, uma legenda conservadora e que pretende defender as bandeiras do eleitorado evangélico, após se desfiliar – na semana passada – do PSL, pelo qual foi eleito.

“Se eu tivesse feito isso antes [criado um novo partido], teríamos eleito 100 deputados e um senador por estado”, disse o presidente na cerimônia de lançamento da nova força política, em um hotel de Brasília.

A nova legenda ainda depende da coleta de assinaturas e de registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caso seja aprovado, será o nono partido de Bolsonaro, de 64 anos, em três décadas de vida política.

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Graças à onda ultraconservadora que levou o ex-capitão do Exército ao poder, o PSL, que era um partido inexpressivo antes das eleições de 2018, elegeu mais de 50 deputados federais (de um total de 513), o que o tornou a segunda força da Câmara. Também conquistou quatro cadeiras no Senado, de um total de 81.

Os convidados ao lançamento da Aliança para o Brasil foram cuidadosamente selecionados, enquanto uma tela gigante foi instalada do lado de fora do hotel, onde dezenas de apoiadores de Bolsonaro puderam acompanhar a cerimônia, muitos deles vestidos com as cores verde e amarelo.

A conta oficial do partido no Twitter, que tem cerca de 150.000 seguidores, inclui em suas mensagens as palavras “#Deus”, “#Familia” ou “#Patria”.

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A Aliança para o Brasil destaca em seu programa “respeito a Deus e à religião” e “defesa da vida, autodefesa e família”.

“A laicidade do Estado jamais significou ateísmo obrigatório”, afirma o programa lido pela advogada da legenda, Karina Kufa.

“Não haverá progresso sem a defesa da vida humana desde a concepção”, acrescentou Kufa, em uma mensagem decididamente anti-aborto.

O aborto só é permitido no Brasil em casos de estupro, risco para a vida da mãe ou má-formação grave do feto.

Quando a advogada leu um trecho do programa que diz “a Aliança pelo Brasil repudia o socialismo e o comunismo”, os apoiadores de Bolsonaro gritaram “Nossa bandeira nunca será vermelha”, uma citação extraída do discurso de posse do presidente, em 1º de janeiro passado.

Bolsonaro, cuja popularidade caiu nos últimos meses, será o presidente do novo partido e seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, o vice-presidente.

O PSL, debilitado por tensões internas, acabou rachando e Bolsonaro espera que mais de trinta deputados da legenda se filiem ao Aliança.

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