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Detido homem que ameaçava detonar granada na sede do governo da Ucrânia

Detido homem que ameaçava detonar granada na sede do governo da Ucrânia

Agentes das forças especiais ucranianas prendem homem que ameaçava detonar uma granada na sede do governo, em Kiev, em 4 ago. 2021 - AFP


A polícia ucraniana prendeu, nesta quarta-feira (4), um veterano de guerra do Dombass, que ameaçava explodir uma granada na sede do governo, em Kiev.

“Foi detido”, anunciou o porta-voz do Ministério do Interior, Artem Shevchenko.

As forças especiais da polícia entraram no prédio e retiraram o homem, conforme registro feito pelo fotógrafo da AFP presente no local.

O indivíduo se entregou depois de “dez minutos” de negociações com um amigo seu, levado pela polícia para o local dos fatos, relatou o chefe da polícia Igor Klymenko, em um comunicado.

O homem é um veterano da guerra contra os separatistas pró-russos no leste da Ucrânia. Ele foi ferido duas vezes e sofreu uma concussão, acrescentou Klymenko.

O delegado confirmou que a granada em seu poder era real e que pode ser condenado a 15 anos de prisão.

Será submetido a um exame psiquiátrico, afirmou o ministro do Interior, Denys Monastyrsky, no Facebook.

O agressor não fez nenhum pedido concreto e se limitou a dizer que estava “farto da própria vida”, segundo a agência de notícias Interfax-Ucrânia.

Um político local, Vasyl Olekssiuk, amigo do homem que dirigiu as negociações, disse que o suspeito deixou o Exército há vários anos e que trabalhava em uma oficina mecânica. Encontrava-se em uma difícil situação financeira.

Pela manhã, o agressor apareceu no saguão da sede do governo, ameaçando detonar uma granada, a poucas horas de uma reunião de gabinete.

– ‘Não vou sair vivo’ –

Em um vídeo publicado na Internet, ele aparece na entrada do prédio, segurando nas mãos um objeto que ameaçava detonar, enquanto dizia: “Não vou sair vivo daqui”.

O homem, que parece estar na casa dos quarenta anos, disse às pessoas que tentavam acalmá-lo que ele era um “antigo desativador de minas”.



“É uma tomada do edifício à força”, gritou, para depois ficar escandalizado com a tranquilidade dos presentes no átrio: “não reagem a nada!”, e depois continua a gritar insultos.

Os incidentes com armas de fogo são relativamente frequentes na Ucrânia, de onde muitas vêm da zona de conflito com os separatistas, uma guerra que matou mais de 13.000 desde seu início, em 2014.

Em julho de 2020, uma pessoa com problemas psicológicos manteve os 13 passageiros de um ônibus como reféns por 12 horas.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, um ex-ator, aceitou um pedido estranho do sequestrador para resolver a crise: postar um vídeo no Facebook recomendando um documentário sobre o maus-tratos aos animais.

photo-ant/alf/pc/grp/es/mr

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