Daniel Smith, detetive particular que foi contratado por uma mulher para averiguar um possível caso de traição, descobriu no decorrer das investigações com algo maior do que esperava: um esquema de prostituição e tráfico de mulheres do Sudeste Asiático, no Reino Unido.
Segundo o jornal britânico Dayli Mail, a operação envolvia deslocar as jovens asiáticas para áreas mais ricas do Reino Unido usando aplicativos de aluguel de apartamentos menores, como o Airbnb, para escondê-las.
O detetive seguiu o trajeto do marido de sua cliente de Birmingham a Bath, Londres a Cheshire e Leamington Spa, durante vários meses, onde coletou provas do que ele imaginava serem relações extraconjugais, em um primeiro momento.
Smith percebeu que o caso era muito mais que uma traição quando viu homens aguardando em um ponto de ônibus para serem autorizados a entrar em um dos “bordéis”. De acordo com o detetive, dezenas de homens eram vistos em dias muito movimentados.
O detetive conclui na investigação que sua cliente realmente estava sendo traída pelo marido também, a amante era uma dessas acompanhantes. Ele teria se mudado para a propriedade em que elas estavam e ajudava a administrar o esquema, seja transferindo grandes quantias de dinheiro para o exterior, para o país de origem delas, seja realizando o deslocamento delas entre os Airbnbs.
Ainda durante a investigação, Smith descobriu que elas já seriam acompanhantes no país de origem e juntavam o dinheiro obtido com o comércio sexual para pagar a viagem ao Reino Unido, visando prosperar financeiramente na região.
“Por meios técnicos, conseguimos estabelecer que as meninas pagavam cerca de 30 a 35 mil para vir ao Reino Unido e pagavam 50% adiantado e o restante quando estivessem aqui e trabalhando”, explica Smith ao Dayli Mail.