Edição nº2522 20.04 Ver edições anteriores

Desvios no MT

R$ 56 MILHÕES Segundo o MP do Mato Grosso, houve desvio milionário na educação (Crédito:Divulgação)

A corrupção no Mato Grosso virou esta semana tema de debate acalorado na Assembleia Legislativa. A líder da oposição, deputada Janaína Riva (MDB), acusou o governo de Pedro Taques (PSDB) de ter desviado R$ 56 milhões da Secretaria de Educação. Em resposta, o líder do governo, Wilson Santos (PSDB), disse que renunciaria ao mandato caso Janaína provasse o que dizia. E sugeriu que ela fizesse o mesmo caso não provasse. Janaína não tem que provar nada. A denúncia de desvio é do Ministério Público Estadual. E foi aceita pela juíza Selma Arruda, hoje aposentada, que chegou a mandar prender o então secretário de Educação, Permínio Pinto, e o empresário Allan Malouf, que admitiu o esquema.

Fratricidas

Para o diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, um dos problemas no momento para direcionar para onde os votos irão com Lula fora do páreo é o congestionamento de candidaturas de centro. Já há pelo menos seis candidaturas que disputam esse mesmo espectro. “Em algum momento, alguns terão que refluir, porque um tira voto do outro”, diz.

Vai murchar

Para Hidalgo, no primeiro momento Jair Bolsonaro (PSL) pode crescer nas pesquisas. Mas depois tende a murchar.
Lula e Bolsonaro se retroalimentavam.

“Um se escora no outro. Sem Lula, não há o ‘perigo’ que Bolsonaro diz que ele representaria”, avalia
o diretor do Instituto Paraná Pesquisas. A partir desse momento, abre-se a possibilidade para um novo quadro.

Bem cotado

Suamy Beydoun

O ainda pouco conhecido governador de São Paulo, Marcio França (PSB), candidato à reeleição, vem trabalhando em silêncio e costurando alianças que já começam a incomodar seus adversários. O Diário do 62º Congresso Estadual de Municípios, no sábado 7, mostra que França é o candidato preferido dos prefeitos paulistas. De acordo com pesquisa feita pela Associação dos Municípios, 41% dos prefeitos apoiam o atual governador.

Rápidas

* Tracy Reinaldet, responsável pela delação premiada que deu origem à tudo o que aconteceu na Lava Jato, a do doleiro Alberto Youssef, está de mudança. Agora, Tracy desfez a sociedade com Adriano Bretas e montou escritório próprio de advocacia.

* Os dois vão continuar dividindo clientes, como o ex-ministro Antônio Palocci, que sonha em fechar um acordo de delação para sair da cadeia. Ele continua preso.

* Cerca de 20% dos gastos assistenciais são fruto de desperdício, abuso e uso indevido de planos de saúde, segundo Ricardo Lachac, diretor-executivo da LexisNexis Risk Solutions, empresa de soluções de dados, analytics e tecnologia.

* Lachac é palestrante do 9º Seminário UNIDAS — Bem-estar, Qualidade e Acesso à Saúde: o papel das autogestões frente às complexidades do mercado, que acontece nos dias 16 e 17 de abril, em Brasília.

Retrato falado

“Os partidos políticos viraram grandes negócios” (Crédito:Gustavo Miranda)

Mais antigo parlamentar do Congresso, Miro Teixeira (Rede-RJ) aposta que os partidos pequenos concentrarão suas campanhas para candidatar e eleger o maior número possível de deputados para, assim, conseguirem cumprir as cláusulas de desempenho que a legislação passará a exigir e lucrarem com os vultosos recursos dos fundos partidários. “Alguns diretores de partidos pequenos tiram pro-labore equivalente aos dos principais executivos das grandes empresas”, diz Miro.

Workholic

Corre pela Esplanada dos Ministérios a fama de Workholic do novo ministro do Trabalho, Helton Yomura, que, não raro, em seu período de interenidade, saía tarde da noite de seu gabinete. Yomura foi confirmado no cargo pelo presidente Michel Temer na semana passada, com a posse dos 10 novos ministros. Ele substitui Ronaldo Nogueira, na cota do PTB. O próprio Temer destacou essa qualidade de Yomura ao lhe dar posse, pedindo para que ele continue trabalhando até tarde. E Yomura vem mantendo o mesmo ritmo. Nos primeiros dias de trabalho assinou as primeiras portarias, despachou com a equipe, sempre ao lado do secretário-executivo do Ministério Leonardo Arantes.

Lava Jato na Espanha

O juiz Sergio Moro decidiu desmembrar a denúncia contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, operador financeiro da Odebrecht que está foragido na Espanha desde 2016. A extradição de Tacla Duran foi negada porque ele tem nacionalidade espanhola. Com isso, a Lava Jato enfrenta dificuldades há meses para dar sequência ao processo contra o advogado.

Divisão

Evandro Leal/Agencia Freelancer

Moro decidiu enviar à Justiça espanhola a parte da denúncia que apura crimes cometidos por Tacla Duran naquele país (repasses de propina de pelo menos US$ 12 milhões em nome da Odebrecht) para que ele, enfim, possa ser processado. Fica com Moro a parte da denúncia relacionada a crimes cometidos no Brasil, envolvendo propinas pagas pelo grupo UTC.

Meire presa

Marcelo Chello/CJPress / Agência O Globo

Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, que confessou à Lava Jato ter emitido notas frias a mando dele, costumava brincar que queria ser avisada com antecedência de uma eventual prisão para “fazer escova no cabelo e colocar um pijama bonito”. Meire não foi avisada antes: foi presa na quinta-feira 12, com capuz na cabeça.

Toma lá dá cá

 

Nilson Leitão (MT), Líder Do PSDB Na Câmara

Tão logo Geraldo Alckmin perdeu o foro, o processo dele foi encaminhado para a Justiça Eleitoral. Isso preocupa o partido?
Não preocupa porque o governador demonstrou total tranquilidade em relação à acusação — ele afirmou categoricamente que confia no arquivamento do processo.

O partido não previu que isso pudesse ocorrer?

Não é uma questão de prever, e sim de confiar no candidato. Tanto que o próprio Alckmin afirmou publicamente que não teme e que apenas deseja uma apuração isenta e equilibrada. A própria ministra do STJ afastou a possibilidade de lavagem de dinheiro e corrupção, o que nos deixa ainda mais tranquilos.

Tem alguma possibilidade de se substituir Alckmin por qualquer outro candidato?

Não trabalhamos com essa hipótese, apesar de, ao contrário de diversos outros partidos, termos diversos quadros preparados para a disputa de qualquer cargo eletivo. Não abriremos mão da candidatura. Vamos para a pré-campanha com o partido unido e o empenho total da militância.


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