Vulcões em erupção, águas borbulhantes, luzes coloridas no céu ou luzes fluorescentes no mar e na mata. Os fenômenos naturais são acontecimentos não artificiais, sem nenhuma intervenção humana, inusitados e grandiosos. A manifestação da natureza pura, inalterada. Por esse motivo, destinos assim sempre me chamaram a atenção e mais que fazer uma caminhada desafiadora, escaladas e longos percursos para chegar até o fim, encontrar um desses fenômenos sempre foi meu desígnio. Essa experiência de comunhão com a natureza profunda traz uma visão um pouco diferente do mundo em que vivemos, pois entendemos que não somos indivíduos fortes dominando a natureza virgem, mas parte dela.
Islândia – Aurora Boreal

Nada de tecnologias pirotécnicas. É meio difícil de entender, mas é um dos espetáculos mais lindos que já pude assistir. A aurora boreal acontece durante tempestades solares, quando o gás plasma, que é eletrizado por partículas de elétrons e prótons, parte do Sol. O plasma entra em contato com a atmosfera e com o campo magnético da Terra e bum! Aquarela de íons no céu. As cidades de Akureyri, Isafjordur e Húsavík são alguns dos melhores lugares para ver a aurora boreal na Islândia. Mas também é possível se ver na capital, Reykjavík. A melhor época é de Setembro a Abril.
Chile (Deserto do Atacama) – Geysers Del Tatio

Grandes colunas de vapor saem para a superfície através de fissuras na crosta terrestre, alcançando a temperatura de 85°C e 10 metros de altura. Os gêiseres de Tatio são formados quando rios quentes subterrâneos entram em contato com rochas geladas, por causa da temperatura ambiente muito fria. A temperatura no local costuma ser negativa, variando entre 0 e -20ºC. Os Geysers se localizam a 129 quilômetros ao leste da cidade de Calama e a 90 quilômetros ao norte da cidade de San Pedro de Atacama, a 4.320 metros de altitude. O ano todo é possível vê-los.
Hawaii – Vulcão Kilauea

Kilauea é um vulcão localizado no Havaí (Big Island) que é conhecido por ser o mais ativo do mundo. Antes das erupções de 2018 e 2020, o fluxo de lava do vulcão Kilauea era considerado pacífico, um rio de lava vagarosa que despencava até chegar no mar e era possível fazer uma trilha para chegar muito próximo às lavas, tanto por terra ou por mar. Pude observá-las via mar de muito pertinho, mas isso já não é mais possível devido às intensas erupções ocorridas nos últimos anos. Hoje ainda é possível avistá-lo de longe através do Parque Nacional dos Vulcões, com entrada controlada pelo US Geological Survey.
Peru – Montanhas Coloridas

Vinicunca são montanhas coloridas que ficam na Reserva Nacional Ausangate, a 120 Km da cidade de Cusco. As chamadas “Rainbow Mountains” se formaram por um acúmulo de sedimentos marinhos, fluviais e lacustres, há milhões e milhões de anos, quando toda a região era submersa pelo mar. Tais sedimentos repousaram sobre a terra, formando camadas distintas e com “franjas” de cores diferentes. Para chegar até lá, a caminhada gira em torno de três horas, em uma altitude de mais de 5.000 metros acima do mar. São, ao todo, 6 Km de distância em trilhas de subidas pesadas, por conta da altura.
Bioluminescência – Goiás – Brasil

A bioluminescência é um fenômeno de emissão de luz visível por organismos vivos que acontece principalmente em organismos do meio aquático. Mas no Parque Nacional das Emas, a bioluminescência acontece por conta de uma espécie de vagalume que deposita seus ovos nos buracos dos cupinzeiros que ocupam o local. Mesmo em estado de larvas, os vagalumes já emitem luz, e brilham criando um show de luzes. O Parque Nacional das Emas fica na região sudoeste de Goiás e o fenômeno é visto no período de Outubro e Novembro.