Esportes

Destino do técnico Löw no comando da seleção alemã será decidido em 4 de dezembro

A era Joachim Löw no comando da seleção da Alemanha corre o risco de chegar ao fim em breve. Os dirigentes da Federação Alemã de Futebol (DFB) vão se reunir no dia 4 de dezembro para discutir o futuro do técnico alemão, após a histórica derrota por 6 a 0 para a Espanha na semana passada.

Os dirigentes da DFB deixaram ao técnico, que está no cargo há mais de quatorze anos, poucos dias para preparar uma argumentação, mas vários comentaristas viram nessa manobra um gancho armado para que ele renuncie, evitando assim uma demissão brutal e humilhante.

Joachim Löw, disse um comunicado da DFB divulgado nesta segunda, deve “se distanciar emocionalmente do 6-0” em Sevilha pela Liga das Nações, para “suavizar a atual situação da seleção nacional”.

O técnico campeão mundial de 2014 não estará presente na reunião, mas sua argumentação poderá ser apresentada e defendida por Oliver Bierhoff, diretor da DFB e sempre fiel no apoio a Löw.

A análise será focada não só no jogo de 17 de novembro, mas também “no desenvolvimento geral da seleção nos últimos dois anos”.


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Após a histórica eliminação da ‘Mannschaft’ na primeira fase da Copa do Mundo de 2018 na Rússia, Löw conseguiu convencer seus dirigentes de que era o homem ideal para relançar a equipe a partir de novas bases.

– Nova geração –

O treinador tentou mais uma vez colocar em campo o núcleo duro dos campeões mundiais de 2014, mas uma série de maus resultados o levou a mudar de ideia no início de 2019. A partir daí ele se livrou da ‘velha guarda’, exceto Manuel Neuer e Toni Kroos, para dar mais responsabilidade a uma nova geração.

Apesar de atuações por vezes preocupantes, Löw se recusou a reintegrar Thomas Müller, Jérôme Boateng (do Bayern de Munique) e Mats Hummels (do Borussia Dortmund), jogadores com pouco mais de trinta anos e que costumam brilhar em seus clubes.

O mundo do futebol alemão lhe deu algum crédito até a catástrofe de Sevilha, onde a Alemanha sofreu sua pior derrota desde 1931 e em uma partida em que a seleção alemã ficou totalmente entregue no segundo tempo, deixando os espanhóis jogarem à vontade.

Desde então, os apelos à demissão de Löw se multiplicaram, visto que os seus opositores consideram necessário ter um novo treinador a tempo de se preparar para a Euro-2020, remarcada para 2021. Nesse torneio a tetracampeã mundial vai jogar no grupo considerado mais difícil, com França, Portugal e Hungria.

cpb/dga/psr/aam

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