A Gol registrou despesa financeira líquida de R$ 401,1 milhões entre janeiro e março de 2019. O resultado representou um aumento de R$ 79,5 milhões em relação ao registrado em igual período do ano anterior.
A variação cambial e monetária foi negativa em R$ 90,7 milhões, ante às perdas de R$ 40,2 milhões reportadas um ano antes, refletindo a depreciação de 0,6% do real frente ao dólar (taxa de câmbio final de período), de R$ 3,87 por dólar ao final de dezembro de 2018 para R$ 3,90 por dólar em 31 de março.
Nos primeiros três meses de 2019, a despesa da aérea com juros somou R$ 176,4 milhões. Na comparação anual, houve uma alta de 6,8%.
Já o resultado líquido com derivativos somou R$ 21,1 milhões no período, apontando alta de R$ 1,7 milhão frente ao registrado um ano antes.
Sobre as operações de hedge, a Gol reconheceu um ganho de R$ 9 milhões no período, dos quais R$ 21,1 milhões foram ganhos contabilizados no resultado financeiro da companhia e perdas de R$ 12,1 milhões nos resultados operacionais.
Alavancagem
A alavancagem da Gol, medida pela dívida líquida sobre Ebitda dos últimos 12 meses (excluindo bônus perpétuos) aumentou de 3,2 vezes em dezembro para 3,3 vezes ao final de março. Em março de 2018 o indicador se situava em 2,7 vezes.
Ao final do primeiro trimestre de 2019, o total de empréstimos e financiamentos (incluindo arrendamentos financeiros) da Gol cresceu 7,9% em relação a dezembro e 24% acima do registrado um ano antes, totalizando R$ 13,7 bilhões.
O prazo médio de vencimento da dívida de longo prazo da companhia aérea no primeiro trimestre, excluindo os leasings financeiros de aeronaves e os bônus perpétuos, foi de 3,8 anos. A taxa média da dívida se manteve em 7,68% nas obrigações em Reais, e reduziu para 6,27% nas obrigações em dólares, frente aos 6,79% do quarto trimestre.
Liquidez
A companhia destaca que apesar da apreciação do dólar em 17,2% no trimestre, a aérea reportou melhora tanto em termos de liquidez, quanto no custo de endividamento no período.
Ao final de março, a companhia registrou posição de liquidez total (caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras, caixa restrito e contas a receber) de R$ 3,5 bilhões e aumento de R$ 421,5 milhões em relação ao informado um ano antes.
Entre as iniciativas de desalavancagem (liability management), nos primeiros três meses do ano a Gol finalizou a recompra de 15% das suas Senior Notes com vencimento em 2022, a amortização de R$ 147,9 milhões referentes a 7ª emissão de debêntures e a emissão do Exchangeable Notes com vencimento em 2024.
A linha de contas a receber, composta em sua maioria por vendas de passagens com cartão de crédito e agências de viagem, somou R$ 824,7 milhões no período, com queda de 18,5% no comparativo anual.
Em março de 2019, a Gol ressalta também a elevação de seu rating para B1 pela agência de classificação de risco de crédito corporativo Moodys.