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Deslocamento forçado de hondurenhos aumenta por violência, pandemia e furacões, diz ONU

Deslocamento forçado de hondurenhos aumenta por violência, pandemia e furacões, diz ONU

A alta comissária adjunta das Nações Unidas para os Refugiados, Kelly Clements - AFP


O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) alertou nesta segunda-feira (10) para o aumento de pessoas em situação de deslocamento forçado em Honduras por causa da violência de gangues, da pandemia e dos furacões.

“O maior número de novos pedidos de asilo no México no primeiro trimestre de 2021, por exemplo, são de pessoas com nacionalidade hondurenha”, informou a agência em um comunicado divulgado ao final de uma visita de três dias da alta comissária adjunta das Nações Unidas para os Refugiados, Kelly Clements, a Honduras.

A comissária conversou em Tegucigalpa e San Pedro Sula (norte) com pessoas de comunidades em alto risco de deslocamento por causa da violência e da pressão de gangues, assim como deslocados internos, com suporte da ACNUR.

“O aumento dos pedidos reflete a dificuldade das pessoas em sobreviver em cenários de violência agravados pela covid-19 e o impacto dos furacões Eta e Iota”, acrescentou o comunicado.

Ela reconheceu que “embora o país mostre uma diminuição nas taxas de homicídio, os hondurenhos continuam a enfrentar restrições à mobilidade, extorsão, recrutamento forçado, violência de gênero e a usurpação e expropriação de casas, o que lhes força a se deslocar internamente ou para outros países”.

Honduras registrava há uma década uma taxa de 90 homicídios a cada 100.000 habitantes, algo que caiu para menos da metade. No entanto, outros crimes como agressões, extorsões e assassinos continuam altos.

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O próprio presidente, Juan Orlando Hernández, foi mencionado no julgamento por tráfico de drogas em um tribunal de Manhattan, nos EUA, onde seu irmão mais novo, Juan Antonio “Tony” Hernández, de 42 anos, foi condenado à prisão perpétua, considerado como um grande traficante de drogas nos Estados Unidos.

“A situação das pessoas em Honduras que tiveram que fugir para salvar suas vidas é devastadora. No entanto, sua resiliência e força devem inspirar todos os setores sociais a continuar trabalhando para protegê-las e enfrentar as causas subjacentes do deslocamento forçado”, ressaltou a Acnur.

As estatísticas, no entanto, permanecem desatualizadas. Os dados mais recentes aparecem no Estudo de Caracterização, que mostra que pelo menos 247.000 pessoas foram deslocadas internamente em Honduras entre 2004 e 2018 em decorrência da violência.

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