O número de mortos por deslizamentos e inundações na fronteira entre Nepal e China subiu para 543 pessoas, conforme balanço atualizado. A tragédia, que atinge a região desde a última quarta-feira, 26 de agosto, ainda contabiliza mais de 1,5 mil indivíduos desaparecidos, gerando grande preocupação internacional.
- Deslizamentos e inundações causam 543 mortes na fronteira Nepal-China, com balanço em constante alta.
- Mais de 1,5 mil pessoas estão desaparecidas, incluindo 517 cidadãos estrangeiros na região.
- A catástrofe foi provavelmente desencadeada pelo colapso de uma geleira na cordilheira do Himalaia.
Segundo o balanço mais recente divulgado pela Agência Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres nepalesa (NDRRMA), socorristas já encontraram 538 corpos no Nepal, uma cifra que tem aumentado rapidamente. A NDRRMA informa que 977 pessoas permanecem desaparecidas no país, sendo 517 delas cidadãos estrangeiros.
Na China, a agência de notícias estatal Xinhua confirmou cinco óbitos até o momento, e 558 indivíduos ainda não foram contatados. A extensão da devastação é imensa, com as autoridades em ambos os lados da fronteira trabalhando arduamente nas operações de busca e resgate.
Como a tragédia se desenvolveu?
Acredita-se que a tragédia tenha sido desencadeada pelo colapso de uma geleira na cordilheira do Himalaia, lar dos picos mais altos do planeta. Um imenso bloco de gelo se desprendeu, arrastando uma massa de detritos, que incluía rochas, árvores e sedimentos, em uma devastadora avalanche montanha abaixo.
Essa avalanche atingiu inicialmente o movimentado posto de fronteira de Gyirong, localizado no Tibete, China. Imagens impressionantes de câmeras de segurança no local documentaram a lama encobrindo e derrubando construções. A destruição foi tamanha que as equipes de socorro tibetanas só conseguiram acessar a área mais afetada pelo deslizamento nesta sexta-feira, 28 de agosto.
Posteriormente, a massa de detritos seguiu em direção ao Nepal, causando a cheia repentina do rio Bhote Koshi. Este evento deixou diversos vilarejos submersos em um mar de lama, resultando em muitas pessoas sem tempo sequer para fugir da fúria da natureza.
Risco de novos desastres preocupa
As operações de busca por desaparecidos continuam intensas, enquanto as autoridades locais permanecem em alerta máximo para a possibilidade de novos desastres. No Nepal, a polícia emitiu um aviso sobre uma “brecha” em uma barragem nas montanhas e orientou a população local a procurar abrigos seguros imediatamente.
Na China, as equipes de resgate precisaram interromper temporariamente suas operações por algumas horas nesta sexta-feira, 28 de agosto, devido ao risco iminente de rompimento de um lago de retenção. Esse lago foi formado pelo acúmulo de detritos resultantes da avalanche.
De acordo com o Ministério dos Recursos Hídricos de Pequim, o lago se formou na confluência entre os rios Chhochen Khola e Purepu Tsangpo. Ele já atingiu um volume de aproximadamente 2 milhões de metros cúbicos, e a previsão de chuvas na região sugere que esse volume pode aumentar nas próximas horas, agravando a situação.
O presidente Xi Jinping presidiu uma reunião da liderança do Partido Comunista para discutir a resposta à tragédia. Ele determinou a intensificação das buscas em Gyirong e o envio urgente de assistência humanitária ao Nepal. (Da IstoÉ com ANSA)